O deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) protocolou nessa terça-feira (2) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passe a ser investigado por uma suposta ‘articulação’ junto ao governo dos Estados Unidos com o objetivo de exercer ‘pressão política’ e econômica sobre o Brasil.

A iniciativa foi apresentada após a recomendação do Representante Comercial dos Estados Unidos para a adoção de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com base em investigação sobre práticas comercias brasileiras.

Dias antes, em 26 de maio, Flávio Bolsonaro, que se coloca como pré-candidato à Presidência da República, esteve na Casa Branca para uma reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Na petição enviada ao STF, Henrique Vieira sustenta que surgiram supostos ‘novos elementos’ que justificariam a ampliação das investigações. Segundo ele, a atuação atribuída ao senador guarda semelhanças com fatos já apurados em outro processo em curso na Corte.

“A presente notícia de fato se impõe em razão de fatos novos e graves que evidenciam a adoção, pelo senador Flávio Bolsonaro, de conduta estruturalmente análoga à que constitui o objeto do presente inquérito: a articulação junto ao governo norte-americano com o fim de exercer pressão política e econômica sobre o Estado brasileiro”, afirmou o deputado Pastor Henrique Vieira na petição.

O parlamentar do Psol também menciona episódios anteriores para sustentar o seu pedido. Um dos trechos citados ocorreu em julho de 2025, quando, após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio publicou em suas redes sociais a mensagem: “Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo. Queremos um Magnitsky”.

De acordo com Henrique Vieira, a publicação demonstraria sintonia com iniciativas de pressão internacional direcionadas ao Brasil.

O pedido foi encaminhado a Alexandre de Moraes dentro de uma ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. Eduardo responde à acusação de coação no curso do processo por supostamente buscar apoio de autoridades norte-americanas para pressionar instituições brasileiras durante o julgamento relacionado aos atos de 8 de Janeiro. Nesse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabou condenado. E mais: Urgente: EUA classificam Brasil como país ‘não amigável’. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Poder360)

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