O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou o Brasil como um dos países que representam desafios para os interesses da política externa americana. A declaração foi feita nesta terça-feira (2), durante uma audiência no Congresso dos EUA, em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre Brasília e Washington.

Ao analisar o cenário político da América Latina, Rubio afirmou que os Estados Unidos contam atualmente com uma ampla rede de governos considerados aliados no hemisfério. Na sequência, porém, destacou que alguns países permanecem fora desse grupo, mencionando nominalmente Brasil, Cuba, Venezuela e Nicarágua.

“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). Além da Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, mesmo que eles estejam no meio de um ciclo de eleições”, declarou o chefe da diplomacia americana durante a audiência.

Embora tenha incluído o Brasil entre os países considerados problemáticos para a estratégia regional dos Estados Unidos, Rubio não detalhou os motivos específicos que levaram à classificação. O secretário também não revelou quais nações fazem parte da coalizão de governos que Washington considera atualmente mais alinhados aos seus interesses.

A fala ocorre em um momento de crescente desgaste na relação bilateral. Nos últimos dias, o governo americano anunciou a intenção de enquadrar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, medida que foi recebida com críticas por Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da questão da segurança pública, as divergências se ampliaram para o campo econômico. A administração do presidente Donald Trump apresentou nesta terça-feira (2) uma proposta para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses americanos. A medida ainda será submetida a consulta pública antes de uma decisão definitiva. E mais: Gravíssimo: Anac reduz 40% da fiscalização do setor aéreo após cortes orçamentários. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *