
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de ter interferido nas eleições americanas de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden. Durante um pronunciamento à nação na noite desta quinta-feira (16), o republicano afirmou que Pequim teria cometido “a maior violação de dados eleitorais da história” e pediu que o FBI investigue o caso.
Segundo Trump, o governo chinês teria obtido ilegalmente informações de aproximadamente 220 milhões de eleitores americanos. O presidente, no entanto, não apresentou evidências públicas para comprovar as acusações. Ele afirmou que os documentos que sustentariam suas declarações foram disponibilizados no site oficial da Casa Branca durante a transmissão do discurso.
“Os EUA estão de volta e indo muito bem, mas ainda temos desafios que precisam ser resolvidos porque nenhum país pode ser correto sem eleições justas”, declarou Trump. Na sequência, voltou a afirmar que o sistema eleitoral americano possui vulnerabilidades e pode ser “fraudado e roubado”.
O material divulgado pela Casa Branca reúne documentos divididos em quatro áreas: falhas nos sistemas de votação, alegada exploração de dados eleitorais pela China, uma investigação sobre registros de eleitores em Michigan e a presença de pessoas que não seriam cidadãs americanas em cadastros eleitorais.
Na parte dedicada à China, o governo americano classificou o episódio como um “pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”. O conjunto de arquivos inclui 22 documentos, entre relatórios e comunicações internas, alguns deles com informações ocultadas. A Casa Branca também afirmou que os documentos apontariam uma ameaça cibernética contra a estrutura eleitoral dos Estados Unidos.
Durante o discurso, Trump anunciou que pretende adotar medidas para reforçar a segurança das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro. Segundo ele, o governo federal deverá auxiliar autoridades locais na proteção dos sistemas eleitorais.
O presidente também voltou a pressionar o Congresso pela aprovação da chamada **Save America Act**, proposta que prevê a exigência de documento de identificação para votar e comprovação de cidadania americana para o registro eleitoral. Trump afirmou que os parlamentares só rejeitariam a medida caso tivessem a intenção de “roubar”.
“Não há razão para que eles não aprovem isso, a não ser que queiram roubar”, disse o republicano.
Trump afirmou ainda que a divulgação das supostas irregularidades teria como objetivo fortalecer, e não enfraquecer, a confiança dos americanos nas eleições. Segundo ele, sua iniciativa busca “conquistar essa confiança enfrentando as vulnerabilidades e corrigindo-as muito, muito rapidamente”.
Além das acusações contra Pequim, o presidente afirmou que o governo chinês teria tentado influenciar jornalistas americanos críticos à sua administração. Segundo Trump, o regime teria identificado profissionais responsáveis por reportagens negativas contra ele e oferecido dinheiro para que produzissem ainda mais conteúdos desfavoráveis. O presidente não apresentou nomes, veículos ou provas para sustentar a afirmação.
“O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo”, afirmou.
Trump também criticou emissoras de televisão que não transmitiram o pronunciamento ao vivo e ameaçou veículos de comunicação. Segundo a agência Reuters, redes como CNN, NBC e ABC optaram por não exibir o discurso em suas principais plataformas. O presidente afirmou que empresas que recusaram a transmissão deveriam ter suas licenças revogadas.
Durante a fala, Trump retomou temas tradicionais de sua agenda política, como imigração e segurança nacional. Ele afirmou que, antes de seu retorno à Casa Branca, os Estados Unidos eram motivo de piada internacional e destacou as políticas de controle de fronteira de seu governo.
“Tínhamos a pior fronteira da história do mundo e agora temos a melhor”, declarou.
Na área de política externa, Trump afirmou que a Venezuela estaria cooperando com os Estados Unidos no fornecimento de “milhões e milhões” de barris de petróleo. Ele também comentou o conflito envolvendo o Irã e disse que as forças americanas estariam “vencendo”, apesar de a guerra continuar em andamento.
O governo chinês ainda não havia se manifestado oficialmente sobre as acusações feitas por Trump. Antes do pronunciamento, o porta-voz da Embaixada da China nos Estados Unidos, Liu Chang, afirmou à Reuters que Pequim “nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA”. (Fonte: Folha de SP)
🚨URGENTE – Trump diz que a China interferiu nas eleições americanas em 2020
“A China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, pela China, de registros de 220 milhões de eleitores dos EUA” pic.twitter.com/dsoUf6Ys80
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 17, 2026
