
A relação entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido marcada por uma sequência de aproximações e atritos desde o primeiro encontro entre os dois, ocorrido em setembro do ano passado, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Em aproximadamente nove meses, os dois chefes de Estado mantiveram outros seis contatos, incluindo conversas por telefone, reuniões bilaterais e encontros em compromissos internacionais. Apesar das tentativas de diálogo, o relacionamento passou por períodos de tensão, principalmente envolvendo temas comerciais e posicionamentos sobre assuntos globais.
Um levantamento da CNN Brasil aponta que Lula mencionou Trump em pelo menos 67 declarações no período analisado. Do total, 52% das manifestações tiveram tom crítico ao presidente americano, somando 35 falas consideradas negativas.
Nos últimos dias, uma das críticas feitas pelo petista envolveu a proposta de Trump relacionada ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte de petróleo no Oriente Médio. Lula classificou a medida como uma prática semelhante à “pirataria”.
“Tem um tuíte dele dizendo que ele vai desobstruir o Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é aquele canal entre o Irã e o resto do mundo, que o Irã não deixa passar navio com petróleo. Ele fez um tuíte dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso antigamente chamava pirataria”, afirmou Lula.
Antes disso, em 10 de julho, o presidente brasileiro também fez críticas ao republicano ao comentar a disputa econômica entre Estados Unidos e China. Lula afirmou que Trump demonstraria preocupação com o avanço chinês no setor de minerais estratégicos e disse que o Brasil poderia ampliar sua participação nesse mercado.
“Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a se preocupar com o Brasil, que nós vamos ser detentor de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz”, declarou durante uma reunião no Palácio do Planalto.
O cenário atual representa um afastamento em relação ao período em que os dois governos buscavam uma aproximação diplomática. A relação sofreu novo desgaste na última quarta-feira (15), quando os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Após a decisão, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez críticas ao governo brasileiro e afirmou que as políticas econômicas adotadas pelo país seriam prejudiciais tanto para os Estados Unidos quanto para o Brasil. Rubio também acusou Lula de não conduzir negociações de forma transparente. E mais: Governo Lula entra em alerta para nova onda de tarifas dos EUA. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: CNN)
🚨GRAVE – Lula criticou Trump ao menos 35 vezes nos últimos 9 meses e 67 vezes desde setembro de 2025 pic.twitter.com/XLYHOZl3Ui
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 17, 2026
