
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) investigou as intenções de voto dos eleitores que optaram por candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial.
O levantamento analisou como esse público se divide entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além dos que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), que obteve 2,18% dos votos válidos na primeira etapa da disputa, 42% afirmaram que pretendem votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 23% declararam preferência por Lula. Outros 33% disseram que votarão em branco ou nulo, e 2% não souberam responder.
No grupo de apoiadores de Renan Santos (Missão), que conquistou 2,24% dos votos válidos, Flávio aparece com 40% das intenções de voto, contra 14% de Lula. Nesse segmento, 43% dos entrevistados pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 3% ainda não decidiram ou não souberam responder.
Entre os eleitores do escritor Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, com 3.448.569 votos, equivalentes a 2,89% do total, Lula registra 34% das intenções de voto, ante 30% de Flávio Bolsonaro. Outros 30% desse grupo afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.
O resultado chama a atenção porque Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro na segunda etapa da disputa, embora, segundo a pesquisa, uma parcela ligeiramente maior de seus eleitores manifeste intenção de votar no candidato petista.
O levantamento também examinou os eleitores dos candidatos que receberam menos de 1% dos votos válidos no primeiro turno. Nesse grupo, 38% afirmaram que pretendem votar em Flávio, enquanto 33% escolheram Lula. O percentual dos que planejam votar em branco ou anular é de 22%, e 7% não souberam responder.
Já entre os brasileiros que se abstiveram, votaram em branco ou anularam o voto na primeira etapa, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Outros 17% pretendem repetir o voto branco ou nulo, enquanto 2% não souberam responder.
Este é o dado da pesquisa mais preocupante para Flávio, porque são consideradas nesse quesito 39,4 milhões de pessoas. Ou seja, para a Quaest, o petista teria 5% de votos desse grupo no 2º turno, o que não teve no primeiro.
Por outro lado, segundo análises históricas do TSE, o não comparecimento às urnas costuma crescer na etapa final.
Isso acontece porque a ausência de candidatos ao Legislativo (deputados e vereadores) reduz a mobilização local de cabos eleitorais e lideranças de bairro. Além disso, eleitores cujos candidatos preferidos foram eliminados no primeiro turno frequentemente perdem o interesse e deixam de ir votar.
Embora o aumento da abstenção seja a regra geral, o comportamento não é obrigatório. Nas eleições presidenciais de 2022, por exemplo, a taxa de ausência contrariou a média e caiu ligeiramente de 20,95% no primeiro turno para 20,6% no segundo.
Para a realização da pesquisa, a Quaest entrevistou 2.154 eleitores em todo o país entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026. E mais: Câmara aprova mudanças no MEI. Clique AQUI para ver. (Foto: TSE; Fonte: InfoMoney)
