O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para liderar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A magistrada, que integrou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até o ano passado e mantém relacionamento com o ministro Dias Toffoli, teve sua nomeação oficializada por meio de portaria publicada na quarta-feira (27), conforme reportagem da Gazeta do Povo.

A nova diretora deixará a função que exerce atualmente como assessora da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), comandado por Ricardo Couto, governador em exercício do estado.

Em publicação nas redes sociais, Renata afirmou ter recebido o convite com entusiasmo. Segundo ela, a nova função representa uma oportunidade de fortalecer a presença institucional da Justiça Eleitoral brasileira no cenário internacional.

“A missão também reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão. Mulheres devem ser reconhecidas por sua competência, trajetória e pelo trabalho que constroem todos os dias”, escreveu.

A estrutura que será comandada pela magistrada foi criada após uma reorganização administrativa promovida pelo TSE. A mudança extinguiu a antiga Assessoria de Assuntos Internacionais, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência, e instituiu uma diretoria específica para tratar das relações da Corte com organismos e instituições estrangeiras.

Entre as atribuições do novo setor estão a representação do tribunal em eventos e missões internacionais, a divulgação do sistema eletrônico de votação adotado no Brasil e o acompanhamento de observadores internacionais durante os processos eleitorais.

Renata Gil ingressou na magistratura fluminense em 1998, após concluir a graduação em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ao longo da carreira, atuou em comarcas do interior do estado antes de assumir a titularidade da 40ª Vara Criminal da Capital. Também possui especialização em Segurança Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

A juíza ganhou destaque nacional por sua atuação em entidades representativas da magistratura. Em 2019, tornou-se a primeira mulher eleita para presidir a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), cargo que ocupou entre 2020 e 2022. Antes disso, já havia comandado a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

No CNJ, para onde foi indicada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), exerceu funções ligadas à proteção dos direitos das mulheres, incluindo os cargos de ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Sua projeção pública aumentou durante a pandemia, quando idealizou a campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica. A iniciativa criou um mecanismo silencioso de denúncia por meio do desenho de um “X” vermelho na palma da mão, permitindo que vítimas de agressão solicitassem ajuda de forma discreta em estabelecimentos parceiros. O projeto, desenvolvido em conjunto pela AMB e pelo CNJ, acabou incorporado à legislação federal por meio da Lei 14.188/2021.

Além disso, Renata fundou o Instituto Nós por Elas, organização voltada ao combate da violência doméstica e à promoção da igualdade de gênero. Atualmente, é reconhecida por sua atuação em projetos institucionais ligados à proteção de mulheres e à ampliação da participação feminina nos espaços de poder do Judiciário. E mais: Urgente: Anvisa emite nova decisão sobre a Ypê. Clique AQUI para ver. (Foto: TJ-AM; Fontes: Gazeta do Povo; Migalhas; Antagonista)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *