O aumento no preço do QAV (querosene de aviação) tem provocado uma onda de cancelamentos de voos no Brasil. Segundo o presidente da Abear, Juliano Noman, cerca de 121 voos estão sendo cancelados diariamente pelas companhias aéreas no país.

De acordo com a entidade, o combustível vem pressionando fortemente os custos operacionais das empresas, especialmente em rotas regionais e de menor demanda. As regiões Norte e Nordeste aparecem entre as mais impactadas pela redução da oferta de voos.

O deputado federal Claudio Cajado (PP-BA) afirmou que o setor já soma aproximadamente 3,5 mil cancelamentos apenas no mês de maio. A expectativa é que outros 2,6 mil voos sejam suspensos em junho.

Atualmente, o querosene de aviação representa cerca de 46% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras. Apesar de grande parte da produção ocorrer no próprio país, o preço do combustível acompanha o mercado internacional, o que ampliou a pressão sobre o setor.

A crise ocorre em meio às tentativas do governo federal de aliviar a situação financeira das empresas aéreas. Na última semana, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma linha emergencial de crédito de até R$ 1 bilhão destinada ao capital de giro das companhias do segmento.

A Petrobras criou um programa temporário para reduzir os efeitos do aumento do combustível sobre as distribuidoras que atendem a aviação comercial. O programa permite parcelar parte do reajuste.

Segundo o gerente de Comércio Interno de Combustíveis de Aviação da Petrobras, Thiago Dias de Oliveira, o aumento aplicado em abril ficou limitado a 18%.

“Em maio, o programa foi renovado. O reajuste ficou limitado a 28% em relação ao preço de março. A diferença continua parcelada em seis vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026”, afirmou. E mais: Papa Leão XIV pede que ‘Inteligência Artificial’ seja regulada. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC)

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