Os preços dos imóveis novos registraram forte valorização em 2026, enquanto empresas da construção civil demonstram capacidade de repassar parte do aumento dos custos ao consumidor. O movimento trouxe uma perspectiva mais favorável para incorporadoras e construtoras, apesar da permanência da taxa Selic em níveis elevados.

A conclusão faz parte do **Radar da Construção – Panorama Estratégico do Mercado Imobiliário e da Construção**, estudo desenvolvido pelo Sienge, ecossistema de softwares da Starian voltado ao setor imobiliário, em parceria com o Grupo OLX e o CV CRM, com participação da Nomad.

Segundo o levantamento, os lançamentos imobiliários acumularam ficaram 10,06% mais caros nos últimos 12 meses. O avanço ficou acima da alta registrada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que teve variação de 6,17% no mesmo período.

Os dados indicam que as empresas conseguiram compensar parte da pressão causada pelo aumento dos custos de produção sem comprometer totalmente as margens de lucro. Apesar disso, o desempenho não ocorreu de forma uniforme em todas as regiões brasileiras.

Entre as capitais analisadas pelo Índice de Lançamentos Imobiliários (ILI) DataZAP, o Rio de Janeiro apresentou a maior valorização no período, com crescimento de 68,51% nos preços dos imóveis lançados. O valor médio chegou a R$ 19.445 por metro quadrado.

Fortaleza também teve avanço expressivo, com alta de 52,73%, enquanto Florianópolis registrou valorização de 26,13%. Já São Paulo apresentou estabilidade nos preços durante o período analisado.

Para o Radar da Construção, a combinação entre preços elevados e uma demanda que continua resistente pode favorecer um desempenho melhor do setor ao longo do ano. No entanto, o estudo ressalta que o mercado exige planejamento e cuidado, principalmente diante dos custos ainda pressionados e do ambiente de juros altos.

O levantamento também analisou a evolução dos principais materiais utilizados nas obras. Dados do Índice de Preço de Materiais de Construção (IPMC), elaborado pelo Sienge, mostram diferenças significativas entre os produtos.

Nos 12 meses encerrados em maio, o fio de cobre foi um dos itens que mais subiu, com aumento acumulado de 30,72%. O cimento também apresentou alta relevante, de 14,96%.

Por outro lado, alguns materiais tiveram redução de preços no período. O aço caiu 0,63%, enquanto a argamassa registrou queda de 2,30%. Já os custos relacionados à mão de obra avançaram próximos de 9%, segundo os dados do INCC.

Mesmo com os desafios impostos pela inflação dos insumos e pelo custo elevado do crédito, o setor imobiliário demonstra resiliência. A capacidade das empresas de ajustar preços e manter a procura por novos imóveis indica um ambiente mais favorável para a construção civil, embora ainda dependente de uma gestão eficiente dos custos. E mais: Novo boletim médico de Bolsonaro aponta problemas decorrentes da medicação. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: InfoMoney)

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