Os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema intensificaram conversas sobre uma possível aliança para a eleição presidencial de 2026. De acordo com reportagem da Rádio Itatiaia, de MG, a articulação busca consolidar uma alternativa política ao senador Flávio Bolsonaro no campo da direita e do eleitorado antipetista.

A aproximação ganhou força após a repercussão dos áudios em que Flávio aparece pedindo apoio financeiro privado ao empresário Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse.

Nos bastidores, Caiado e Zema avaliam que o episódio pode desgastar a imagem de Flávio entre eleitores moderados que rejeitam tanto o lulismo quanto o ‘bolsonarismo mais radical’, diz a reportagem. Esse grupo, estimado em cerca de 30% do eleitorado, é visto pelos aliados dos dois ex-governadores como decisivo para o resultado da próxima eleição presidencial.

Apesar de ainda ser considerado um nome forte dentro do campo conservador e com potencial para alcançar o segundo turno, aliados de Caiado e Zema acreditam que Flávio teria perdido competitividade diante de Luiz Inácio Lula da Silva após a crise envolvendo Vorcaro.

Na avaliação desse grupo, a proximidade com o empresário enfraqueceria a estratégia de apresentar o senador como um “Bolsonaro moderado”, capaz de dialogar com setores menos polarizados. As pesquisas, no entanto, mostram queda de Flávio, mas sem cenário de terra arrasada como muitos imaginaram no começo.

Romeu Zema foi o primeiro a fazer críticas públicas ao senador. Já Caiado evitou declarações mais duras, embora tenha demonstrado desconforto com a situação. Mesmo assim, nenhum dos dois conseguiu ampliar significativamente seu espaço político após o episódio.

Diante disso, lideranças próximas aos ex-governadores passaram a considerar uma chapa conjunta entre PSD e Novo. A expectativa é de que uma eventual união pudesse iniciar a disputa presidencial com algo entre 8% e 10% das intenções de voto.

Ainda não há definição sobre quem encabeçaria a chapa. Nos bastidores, a Itatiaia diz que circulou a possibilidade de Zema disputar a Presidência tendo Caiado como vice — cenário que, segundo aliados, seria a única hipótese aceita pelo ex-governador mineiro. Caiado, por sua vez, ainda não confirmou disposição para ocupar a vice.

No PL, interlocutores tratam as conversas entre os dois políticos como um “balão de ensaio”, avaliando que a aliança enfrenta dificuldades devido aos projetos nacionais já estabelecidos dentro de seus respectivos partidos.

A possível composição também impacta diretamente o cenário político em Minas Gerais. O atual governador, Mateus Simões, filiado ao PSD, pretende disputar a reeleição e apoia Zema para a corrida presidencial. Caso PSD e Novo fechem aliança nacional, a tendência seria uma unificação de forças no palanque mineiro. E mais: Agora: Flávio volta dos EUA e é recebido com festa no aeroporto. Clique AQUI para ver. (Foto: Solis Propaganda/Divulgação)

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