A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro iniciou um movimento para restabelecer o diálogo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pela relatoria do caso Master na Corte. O novo responsável pela estratégia jurídica é o advogado Sergio Leonardo, que assumiu a condução do processo após a saída de José Oliveira Lima, conhecido como Juca, ocorrida na última sexta-feira (22).

De acordo com informações apuradas pela CNN Brasil, o desgaste na relação entre Mendonça e o antigo defensor teria sido um dos principais fatores para a mudança na equipe jurídica. Desde então, Sergio Leonardo e o ministro já teriam se reunido ao menos uma vez.

Segundo relatos de pessoas próximas às negociações, o novo advogado causou uma impressão positiva no magistrado, que o enxergou como alguém “sério”. Durante a conversa, ainda de acordo com a CNN, Mendonça teria ressaltado que compreende o papel exercido pela defesa, mas destacou que a atuação profissional precisa respeitar limites éticos.

Em resposta, Sergio Leonardo teria afirmado que pretende conduzir as tratativas “com todo o respeito ao ministro, ao país e ao seu cliente”.

A reaproximação com Mendonça passou a ser uma prioridade para Vorcaro nesta nova etapa do caso. O banqueiro pediu à equipe que permaneceu ao seu lado que buscasse reconstruir a interlocução com o ministro. Atualmente, cinco advogados estão autorizados a ter acesso ao empresário durante o andamento das negociações.

Nos bastidores, Vorcaro também demonstrou interesse em ampliar o conteúdo da proposta inicial de colaboração premiada, rejeitada anteriormente pela Polícia Federal. Investigadores avaliaram que o material apresentado ficou abaixo do esperado diante das informações já reunidas pela corporação, especialmente dados encontrados nos celulares do banqueiro.

Aliados de Vorcaro afirmaram à CNN Brasil que a primeira tentativa de delação teria seguido uma estratégia da antiga defesa, concentrando-se apenas em parte dos envolvidos e preservando nomes importantes, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação de pessoas próximas ao caso, o primeiro acordo tinha um perfil mais voltado à proteção jurídica do banqueiro do que à apresentação completa de detalhes sobre os crimes investigados, incluindo a participação de autoridades ligadas aos Três Poderes. E mais: Grupo Mateus fecha 28 lojas e corta mais de 6 mil empregos no Norte e Nordeste. Clique AQUI para ver. (Foto: STF)

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