A 17 dias do primeiro turno das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo pretende disponibilizar gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) as chamadas canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (17), durante uma visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG).

Segundo Lula, o medicamento deverá ser utilizado com indicação médica e dentro de um tratamento que também envolva mudanças nos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas. O presidente defendeu que a utilização do remédio esteja vinculada à avaliação individual de cada paciente.

“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou.

Durante o discurso, Lula também destacou a necessidade de acompanhamento profissional para quem utilizar o medicamento. Na avaliação apresentada pelo presidente, a perda de peso não deve depender exclusivamente da aplicação do remédio, mas ser acompanhada por uma mudança na alimentação e pela adoção de exercícios.

“Tem gente que, para emagrecer, é preciso reeducá-lo do ponto de vista alimentar, precisa voltar a aprender a comer coisa que faça bem para a saúde. Segundo, fazer um pouco de exercício”, disse.

O petista ainda fez uma ressalva sobre a distribuição das chamadas canetas e criticou a possibilidade de que parlamentares entreguem os medicamentos diretamente à população sem avaliação médica.

“Daqui a pouco vai ter deputado distribuindo canetinha para o povo. A caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não”, declarou.

A fala ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou uma atualização de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. A medida também foi divulgada a menos de três semanas do primeiro turno.

O anúncio sobre as canetas ocorre em um momento de forte disputa eleitoral. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 47,2% das intenções de voto contra 46,8% de Lula em um cenário de segundo turno. A diferença de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de erro de um ponto, caracterizando empate técnico.

O levantamento ouviu 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026. No primeiro turno, Lula aparece com 44,1%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,7%.

A declaração sobre o medicamento foi feita durante a agenda presidencial na unidade da Eurofarma em Minas Gerais.

O tema já vinha sendo incorporado ao discurso eleitoral do atual chefe do Executivo e ganhou espaço justamente em uma fase de ajustes na comunicação da campanha, que passou a enfatizar propostas e medidas com impacto direto na vida da população. E mais: Mano Brown faz crítica à esquerda e deixa Lula em alerta. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC)

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