Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou temporariamente a campanha presidencial de lado nesse sábado (6) para visitar Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso em uma unidade prisional de Ponta Grossa, no Paraná. A visita foi previamente autorizada por Alexandre de Moraes.

O encontro durou aproximadamente uma hora e meia. Flávio chegou ao local por volta das 13h e deixou o presídio às 14h30. A agenda foi a única atividade pública do candidato prevista por sua equipe para o fim de semana. Os compromissos de campanha devem ser retomados na segunda-feira, 7 de setembro.

Após a visita, o senador conversou com cidadãos que estavam em frente à unidade prisional. Ele também se encontrou com Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, e com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), que disputa uma vaga no Senado.

Durante a passagem pelo estado, Flávio voltou a criticar Alexandre de Moraes. O senador associou as recentes revelações envolvendo conversas do ministro com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado no caso Master, ao episódio que colocou Moraes em rota de colisão com o ministro André Mendonça.

— É alguém que usou o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos e que hoje utiliza o mesmo modus operandi com que atuou com várias pessoas de direita, contra o ministro André Mendonça. Hoje nós temos a convicção clara para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes: é o gabinete da perseguição — disse.

Apesar das críticas direcionadas a Moraes, Flávio afirmou que sua posição não representa uma oposição ao Supremo Tribunal Federal como instituição. Segundo ele, uma eventual Presidência da República teria como objetivo preservar a credibilidade da Corte.

— A gente precisa proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Esse vai ser meu papel como presidente da República. Resgatar a credibilidade das instituições e não ficar protegendo pessoas. Porque hoje o Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal — destacou. — A gente não pode deixar que toda a Corte seja contaminada por isso.

 

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