O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (3) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria “simpatia pelo CV e pelo PCC” e declarou que pretende intensificar o combate às facções criminosas caso chegue ao Palácio do Planalto. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Café com Política, do jornal O Tempo.

Ao abordar as críticas recebidas por manter diálogo com autoridades dos Estados Unidos sobre ações de enfrentamento ao crime organizado, Flávio argumentou que a cooperação internacional não compromete a soberania brasileira, mas representa uma ameaça aos grupos criminosos.

“Isso ameaça a soberania do CV e do PCC. E eu vou acabar com a soberania do CV e do PCC no Brasil”, afirmou.

Durante a entrevista, o senador voltou a defender que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho sejam oficialmente enquadrados como organizações terroristas. Segundo ele, a medida facilitaria o intercâmbio de informações e ampliaria os mecanismos de cooperação internacional para combater as facções.

“O povo brasileiro, nós já tínhamos que ter reconhecido esses grupos como terroristas. Ô Lula, quando é que você vai reconhecer Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas? Esse combate a essas organizações terroristas tem que ser internacional, tem que ser em conjunto com outros países, trocando informação, trocando inteligência, trocando tecnologia”, declarou.

Flávio também associou Lula às organizações criminosas ao comentar a percepção de parte da população sobre a área de segurança pública. “[A população vê] O Lula como sendo alguém que tem simpatia pelo CV e pelo PCC”, afirmou o senador. “Vamos pensar na soberania do povo brasileiro. Para de pensar na soberania dos traficantes e terroristas.”

Em outro trecho da entrevista, o parlamentar responsabilizou o governo federal pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para ele, a medida seria resultado da condução da política externa adotada por Lula.

“Essa tarifa sobre as empresas brasileiras é a tarifa do Lula, pelo seu comportamento, pela sua falta de habilidade”, disse.

Na sequência, Flávio afirmou que o presidente busca provocar o governo norte-americano para obter dividendos políticos internos. “O Lula a todo momento provoca, atiça o presidente dos Estados Unidos, ataca os Estados Unidos pra quê? Pra que haja uma reação como essa e ele, Lula, colha os frutos eleitorais disso”, declarou.

O senador voltou a criticar o governo ao afirmar que as taxas impostas pelos Estados Unidos não existiriam sob sua gestão. “Essa tarifa é do Lula, é por causa das provocações dele aos Estados Unidos. Porque se o presidente fosse o Flávio Bolsonaro, o Brasil não estava sendo taxado”, afirmou.

Ao concluir o tema, o parlamentar disse considerar legítimas eventuais divergências do governo americano com Lula, mas defendeu que empresas brasileiras não sejam prejudicadas pelas tensões diplomáticas.

“O governo americano pode estar com raiva do Lula, tem todos os motivos para punir o Lula. Só que não é justo punir as empresas brasileiras por isso”, declarou. E mais: EUA pedem nova tarifa sobre o Brasil por falha no combate ao trabalho forçado. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Poder360)

 

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