Os Estados Unidos divulgaram nesta segunda-feira (8) uma atualização de uma lista de empresas chinesas que, segundo Washington, mantêm vínculos com as Forças Armadas do país asiático. A medida gerou forte reação de Pequim, que acusou os norte-americanos de “reprimir” companhias chinesas e pediu a reversão da decisão.

A relação foi publicada pelo Departamento de Defesa dos EUA e inclui nomes de grande peso da economia chinesa, como o Alibaba Group, o Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD Company.

O documento foi divulgado poucas semanas após um encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, em um momento em que os dois países buscavam reduzir tensões diplomáticas.

Segundo o Pentágono, a atualização retoma em grande parte uma lista anterior que havia sido publicada e posteriormente retirada sem explicações. Além das empresas de tecnologia já conhecidas, o novo levantamento também inclui companhias ligadas ao setor de inteligência artificial e semicondutores, como ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.

O deputado republicano John Moolenaar, que preside um comitê da Câmara dos EUA sobre a China, afirmou que a lista deve servir como alerta ao setor privado e a autoridades americanas. Em comunicado, ele declarou que empresas listadas devem ser evitadas, sob o argumento de risco à segurança nacional e possível contribuição indireta para o fortalecimento militar chinês.

Do lado chinês, a resposta foi imediata. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, criticou a decisão e acusou Washington de distorcer o conceito de segurança nacional para justificar medidas contra empresas do país. Segundo ele, os EUA deveriam “corrigir suas práticas equivocadas”.

As empresas citadas também reagiram. O Baidu negou qualquer vínculo militar e classificou as acusações como “completamente infundadas”, afirmando que buscará sua retirada da lista. Já o Alibaba Group afirmou que sua inclusão foi um “erro” e indicou a possibilidade de medidas legais, rejeitando qualquer ligação com estratégias militares.

Apesar da recente tentativa de aproximação entre Washington e Pequim, incluindo convites diplomáticos entre líderes, a nova lista é vista como um fator de potencial desgaste nas relações entre as duas maiores economias do mundo.

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