Em meio a uma crise financeira prolongada, os Correios receberam autorização do governo federal para ampliar seu campo de atuação e passar a oferecer novos serviços além da atividade postal tradicional. A decisão foi oficializada por meio de portaria publicada na última quinta-feira (14) no Diário Oficial da União.

A medida surge como resposta ao cenário de deterioração das contas da estatal, que acumula sucessivos resultados negativos e enfrenta dificuldades para equilibrar suas finanças. A empresa registra déficits bilionários consecutivos e segue sob pressão por sustentabilidade operacional.

Com a nova autorização, os Correios poderão firmar parcerias com instituições financeiras para ofertar produtos como seguros de diferentes modalidades, títulos de capitalização, consórcios, créditos e outros instrumentos financeiros. Também estão incluídos bônus promocionais, cupons e vale-benefícios.

Outra mudança relevante é a possibilidade de atuação no setor de telefonia móvel, por meio de parcerias que permitam o funcionamento como operadora virtual, respeitando as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Além disso, a estatal passa a ter permissão para expandir suas atividades logísticas, com serviços que envolvem armazenagem, gestão de compras, movimentação de cargas e processos de distribuição.

Segundo a portaria, qualquer nova operação deverá ser precedida de estudos de viabilidade econômica. O texto estabelece que os serviços precisam demonstrar retorno financeiro e condições compatíveis com a sustentabilidade da empresa.

A decisão ocorre em um momento em que os números da estatal seguem em trajetória negativa. Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões e chegaram ao 14º trimestre consecutivo no vermelho. O resultado representa uma ampliação significativa das perdas em relação ao ano anterior, quando o déficit foi de R$ 2,6 bilhões.

Em março, a ministra Esther Dweck afirmou que o governo considera a possibilidade de um aporte de recursos nos Correios em 2027. A medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado entre a estatal e um consórcio de bancos.

No mesmo contexto de fragilidade financeira, os Correios têm adotado ações para reduzir despesas e tentar conter o avanço do déficit. Entre as iniciativas estão o fechamento de agências deficitárias, programas de demissão voluntária e a venda de imóveis pertencentes à estatal.

A ampliação das atividades ocorre em meio à tentativa de reestruturação da estatal, que segue enfrentando dificuldades para reverter o ciclo de prejuízos acumulados nos últimos anos. E mais: Neymar invade live de amigo e celebra vaga na Copa após anúncio de Ancelotti: “Eu tô lá!”. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC)

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