Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (20) o arquivamento da investigação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso conhecido como “Abin Paralela”. A decisão considera que as informações reunidas durante a apuração já foram incorporadas ao processo que resultou na condenação do ex-chefe do Executivo por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Segundo Moraes, os elementos obtidos na investigação sobre a suposta ‘estrutura paralela’ de monitoramento de adversários políticos já cumpriram sua finalidade no âmbito do processo principal.

A decisão, no entanto, não encerra todas as apurações relacionadas ao caso. O ministro determinou o envio do inquérito ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que deverá dar continuidade às investigações envolvendo Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.

Carlos Bolsonaro havia sido indiciado pela Polícia Federal no âmbito da apuração. Ao encaminhar o caso para a Justiça Federal, Moraes destacou possíveis conexões entre a atuação da chamada “Abin Paralela” e o grupo conhecido como “gabinete do ódio”, estrutura que já foi alvo de investigações anteriores.

A investigação da Polícia Federal apurou a suspeita de utilização de recursos e sistemas de inteligência para acompanhar ilegalmente autoridades, jornalistas e opositores do governo durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Com a decisão, o Supremo deixa de analisar a participação do ex-presidente especificamente nesse inquérito, enquanto a parte relacionada a Carlos Bolsonaro seguirá em outra instância judicial para novas diligências e avaliações. E mais: Zema cita Michelle Bolsonaro como possível vice e gera reação negativa no PL. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: O Globo)

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