
O Nubank esclareceu neste sábado (13) a origem das mensagens enviadas por engano a clientes informando que a instituição teria sido encerrada. Segundo o banco digital, o episódio foi provocado por uma falha operacional envolvendo um sistema interno utilizado para comunicar investidores sobre processos de liquidação de instituições financeiras determinados pelo Banco Central. A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, classificou como “bizarro” o episódio.
De acordo com a empresa, um desenvolvedor acionou inadvertidamente o mecanismo responsável por esse tipo de aviso. Como não havia uma instituição financeira específica associada ao procedimento, o nome do próprio Nubank acabou aparecendo automaticamente na comunicação enviada aos clientes.
O incidente gerou preocupação entre usuários após notificações serem disparadas por diferentes canais, incluindo aplicativo, SMS e e-mail. As mensagens chegaram a parte dos clientes da categoria Ultravioleta, segmento premium da fintech.
Relatos divulgados pela Folha de SP indicam que o erro ocorreu em uma área ligada à comunicação com os clientes. Conversas internas também levantaram a hipótese de que um processo automatizado possa ter contribuído para a falha.
Segundo informações reveladas, havia discussões em canais internos sobre possíveis problemas envolvendo sistemas que utilizam inteligência artificial, embora o Nubank não tenha confirmado essa possibilidade.
As notificações falsas não chegaram a toda a base de clientes do Ultravioleta. Conforme relatos, um funcionário identificou o problema a tempo de interromper parte dos disparos.
Após a repercussão, o Banco Central também se manifestou para desmentir qualquer processo de liquidação envolvendo o Nubank. A autoridade monetária ressaltou que a fintech segue operando normalmente.
Horas depois do episódio, a cofundadora da empresa, Cristina Junqueira, comentou o caso em suas redes sociais. Ela classificou o ocorrido como um erro operacional incomum e explicou que uma alteração de código acabou ativando, por engano, um protocolo destinado a situações específicas.
“Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece”, escreveu.
Cristina acrescentou que apenas uma pequena parcela dos clientes recebeu a mensagem equivocada, mas reconheceu os transtornos causados pela situação.
A liquidação extrajudicial é um procedimento adotado pelo Banco Central quando uma instituição financeira enfrenta problemas graves, como dificuldades financeiras ou irregularidades. Nesses casos, as atividades da empresa são encerradas de forma controlada para proteger o sistema financeiro e os clientes. E mais: Agora: a nova decisão da Anvisa sobre a Ypê. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Folha de SP)
