A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (15/6) uma nova resolução que mantém a suspensão de lotes específicos de produtos de limpeza da marca Ypê. A medida atinge itens fabricados antes de março e abril de 2026, após a identificação de irregularidades em processos de fabricação.

De acordo com a decisão publicada no Diário Oficial da União, continuam proibidos a comercialização, a distribuição e o uso de determinados lotes de desinfetantes, lava-louças e lava-roupas produzidos pela Química Amparo, empresa responsável pela marca Ypê.

O caso teve início em maio, quando a agência reguladora interditou duas linhas de produção na fábrica localizada em Amparo (SP). A fiscalização apontou descumprimento da RDC nº 47/2013, norma que estabelece requisitos obrigatórios de boas práticas na fabricação de produtos saneantes.

Após a empresa realizar ajustes e correções apontadas pelos fiscais, uma nova inspeção foi feita no fim de maio e liberou a retomada da produção. No entanto, a Anvisa optou por manter a restrição aos lotes fabricados anteriormente, enquanto analisa laudos técnicos apresentados pela fabricante.

A suspensão atinge produtos específicos, entre eles:

* Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
* Lava-roupas líquidos e em pó das linhas Tixan Ypê e Ypê: todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026, incluindo versões como Antibac, Coco e Baunilha, Green e Premium;
* Lava-louças Ypê: todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026, incluindo versões como Clear, Green e Enzimas Ativas.

A resolução não detalha as falhas encontradas, mas afirma que houve descumprimento dos requisitos previstos na norma sanitária durante inspeção realizada entre 27 e 30 de abril de 2026.

A Anvisa destacou ainda que a decisão é restrita aos lotes mais antigos, já que análises posteriores indicaram conformidade dos produtos fabricados em períodos mais recentes. Segundo a agência, os testes realizados em março e abril de 2026 apresentaram resultados satisfatórios para parte da produção.

Com isso, apenas os lotes fabricados dentro dos períodos abrangidos pela suspensão permanecem proibidos, enquanto os produtos mais recentes seguem liberados para comercialização e consumo. E mais: Fim da ‘6×1’ vai fazer valor da hora extra disparar. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Metrópoles)

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