O ex-presidente Bolsonaro voltou a apresentar episódios de soluços considerados acima do padrão nesta semana, segundo boletins médicos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele cumpre prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde e segue em acompanhamento após uma cirurgia no ombro direito realizada há pouco mais de um mês.

De acordo com a documentação enviada a Alexandre de Moraes no âmbito da ação que investiga a tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente apresentou quadro de soluços nos últimos sete dias. Uma pessoa próxima à rotina de Bolsonaro, ouvida em reserva, afirmou que o político tem relatado dores frequentes e classificou a situação como preocupante.

O médico responsável pelo acompanhamento, Brasil Ramos Caiado, informou que o paciente vem sendo tratado com “doses elevadas” de medicamentos específicos e mantendo “rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. Segundo o profissional, apesar da estabilidade cardiológica, Bolsonaro apresenta queixas de “cansaço leve e fadiga” durante esforços moderados, além de desconforto ao movimentar o ombro direito.

Ainda conforme o boletim, a ausculta pulmonar identificou uma alteração residual “na base do pulmão esquerdo”, que permanece sem mudanças. O ex-presidente já havia sido internado anteriormente com quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral.

Outro relatório, assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas, detalha que Bolsonaro continua utilizando tipoia e enfrenta limitação de movimentos no braço.

O profissional afirma que a reabilitação segue voltada à “liberação da cicatriz cirúrgica, ao relaxamento muscular e à manutenção das condições teciduais da musculatura da cintura escapular e da região cervical”.

Durante uma sessão recente, o fisioterapeuta relatou ainda que o paciente “apresentava episódio de soluços persistentes”, o que teria prejudicado o andamento do tratamento. Segundo ele, não foi possível realizar exercícios ativos e passivos no ombro em razão do cansaço e da fadiga no momento do atendimento.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da investigação sobre uma suposta ‘tentativa de golpe de Estado’. O ex-presidente também convive com sequelas decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. E mais: Caso dos respiradores do nordeste volta a assombrar Rui Costa. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

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