
A marca de roupas Gang, conhecida há décadas no mercado de moda jovem do Rio Grande do Sul, encerrará o funcionamento de suas lojas físicas exclusivas no estado. A mudança foi anunciada pelo Grupo Lins Ferrão, controlador da marca e também da rede Pompéia.
Apesar do fechamento das lojas exclusivas, a marca continuará ativa por meio do comércio eletrônico e poderá ser encontrada em novos formatos de venda avaliados pela companhia.
Segundo informações divulgadas pelo grupo, a Gang mantinha mais de 25 pontos físicos espalhados pelo Rio Grande do Sul. No entanto, a empresa não detalhou quantos trabalhadores poderão ser demitidos pela mudança, nem informou se haverá demissões ou remanejamento de funcionários para outras operações do grupo.
Criada em 1976, a Gang construiu forte identificação com o público jovem gaúcho ao longo das últimas décadas. A marca ficou conhecida especialmente pelas coleções de jeans, peças básicas e roupas inspiradas no street style, consolidando presença em ruas comerciais, centros urbanos e shopping centers do estado.
Mesmo após ser incorporada ao Grupo Lins Ferrão, em 2013, a marca preservou sua identidade voltada à moda jovem e manteve uma relação próxima com consumidores que cresceram acompanhando suas vitrines e campanhas no varejo regional.
A Gang continuará existindo como marca, mas deixará para trás o formato tradicional de lojas próprias que marcou sua trajetória desde os anos 1970. Na prática, os consumidores deverão encontrar os produtos da empresa em ambientes integrados à Pompéia ou pelos canais digitais.
O Grupo Lins Ferrão afirmou que a decisão foi tomada após estudos sobre comportamento de consumo e ‘tendências do varejo’. A justificativa da companhia é que o público atual circula cada vez mais entre experiências online e físicas, exigindo modelos mais conectados e flexíveis.
O movimento acompanha uma tendência já observada nos últimos anos de forma geral no varejo de moda, em que marcas tradicionais reduzem estruturas físicas independentes para concentrar operações em plataformas digitais e lojas compartilhadas. A operação física já não se sustenta mais em muitos casos.
Atualmente, o Grupo Lins Ferrão informa possuir mais de 135 lojas e cerca de 3.500 colaboradores. A Pompéia, principal operação física do grupo, surgiu em Camaquã, no interior gaúcho, a partir de uma loja de roupas masculinas inaugurada em 1953.
Apesar da continuidade da Gang como marca comercial, o encerramento das lojas exclusivas altera a presença cotidiana da empresa em cidades onde ela manteve unidades por décadas. Pontos tradicionais em ruas e shopping centers deixarão de existir no formato conhecido pelo público.
O impacto trabalhista da decisão ainda permanece indefinido. Até o momento, o grupo não apresentou números oficiais sobre possíveis desligamentos, transferências internas ou absorção de equipes pela Pompéia. E mais: Grupo Mateus fecha 28 lojas e corta mais de 6 mil empregos no Norte e Nordeste. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução Google)
