O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o IPCA-15, indicador considerado a prévia oficial da inflação brasileira, avançou 0,62% na primeira metade de maio. O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava alta de 0,56% para o período.

Embora tenha desacelerado em relação aos 0,89% registrados em abril, o índice mostra que os preços continuam pressionando a economia. Com o novo resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64%.

O maior impacto sobre o indicador partiu do grupo de alimentação e bebidas, que teve alta média de 1,38%. Produtos básicos presentes no cotidiano da população, como batata, tomate, leite e carne, ficaram mais caros e contribuíram significativamente para o avanço da inflação.

O encarecimento dos alimentos reflete o aumento dos custos de produção e logística. A elevação dos fretes, impulsionada pelos combustíveis mais caros, está ligada à alta do petróleo no mercado internacional em meio às tensões envolvendo o Oriente Médio.

As despesas com moradia também pesaram no bolso dos consumidores. O grupo habitação registrou reajustes importantes por causa do aumento da conta de luz. A adoção da bandeira tarifária amarela adicionou cobranças extras nas faturas de energia elétrica, elevando os custos para as famílias.

Por outro lado, o setor de transportes apresentou queda de preços no período. A redução nos valores da gasolina e do diesel ajudou a conter uma inflação ainda maior, trazendo um alívio temporário para os consumidores.

Na área de saúde e cuidados pessoais, o avanço foi de 1,05%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de itens de higiene pessoal, produtos farmacêuticos e planos de saúde.

Segundo o IBGE, os medicamentos tiveram impacto relevante após a autorização de reajuste de até 3,81% nos preços, válida desde 1º de abril.

O levantamento considera preços coletados entre 16 de abril e 15 de maio, comparados aos valores observados entre 18 de março e 15 de abril de 2026.

O IPCA-15 mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. (Foto: EBC)

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