
Uma sugestão inesperada nos bastidores da política internacional e do futebol colocou a Copa do Mundo no centro de uma possível disputa diplomática. De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (22) pelo Financial Times, um representante ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu junto à Fifa a entrada da Itália no torneio no lugar do Irã.
A iniciativa, segundo a publicação, não se limita ao campo esportivo. O movimento também teria como pano de fundo a tentativa de reaproximação entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após divergências recentes envolvendo declarações do presidente norte-americano sobre o papa Leão XIV e o conflito com o Irã.
O responsável pela proposta, o enviado especial Paolo Zampolli, confirmou a articulação e deixou clara sua motivação pessoal e esportiva. “Confirmo que sugeri a Trump e ao (presidente da Fifa, Gianni) Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o pedigree para justificar a inclusão”, afirmou ao jornal britânico.
Apesar da repercussão, não houve posicionamento imediato das partes envolvidas. Nem a Casa Branca, nem a Fifa, tampouco as federações de futebol da Itália e do Irã responderam aos questionamentos feitos pela agência Reuters.
A possível troca levanta ainda mais debate ao considerar o momento delicado da seleção italiana. A equipe ficou novamente fora do Mundial após ser eliminada nos playoffs das eliminatórias, acumulando sua terceira ausência consecutiva, um cenário que contrasta com o histórico vitorioso da tetracampeã mundial.
Do outro lado, o Irã indicou que segue firme em sua preparação. Segundo o Financial Times, o país declarou estar pronto para disputar a competição. Ainda assim, a decisão final sobre sua participação dependeria de um posicionamento da Fifa a respeito da possibilidade de transferir seus jogos dos Estados Unidos para o México, tema que já vinha sendo discutido desde o início de abril.
A sugestão, ainda que distante de qualquer confirmação oficial, amplia a tensão entre critérios esportivos e interesses políticos em torno do Mundial. Em meio a especulações e silêncio das entidades responsáveis, o episódio reforça a necessidade de transparência nas decisões que envolvem a principal competição do futebol global, enquanto torcedores aguardam definições concretas sobre quem, de fato, estará em campo. E mais: SpaceX fecha acordo de até US$ 60 bilhões com empresa de IA. Clique AQUI para ver. (Foto: Federação Italiana de Futebol)
