
A taxa de desemprego no Brasil apresentou forte desigualdade entre as unidades da Federação no primeiro trimestre de 2026, variando de 2,7% em Santa Catarina a 10% no Amapá, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE.
No cenário nacional, a taxa de desocupação ficou em 6,1% no período, após ter registrado 5,1% no último trimestre de 2025. O resultado já havia sido divulgado anteriormente pelo instituto, enquanto a nova publicação traz o recorte detalhado por estados.
Segundo o IBGE, o aumento do desemprego foi observado em 15 unidades da Federação na comparação com o trimestre anterior. Entre os destaques de alta estão Ceará, Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Maranhão, São Paulo, Alagoas, Bahia, Pará, Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Santa Catarina.
Nas demais 12 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, a taxa permaneceu apenas estável, sem variação estatisticamente significativa.
O instituto ressalta que as diferenças regionais são estruturais no mercado de trabalho brasileiro, com maior pressão de desemprego historicamente concentrada nas regiões Norte e Nordeste.
De acordo com a metodologia da pesquisa, são consideradas desempregadas as pessoas com 14 anos ou mais que não possuem trabalho e estão em busca ativa de ocupação, não bastando apenas estar fora do mercado de trabalho.
No total, o país registrou cerca de 6,6 milhões de desempregados no trimestre. Desse grupo, 1,1 milhão procurava emprego há dois anos ou mais, o equivalente a 16,5% — o menor nível da série histórica para esse recorte.
A maior parte dos desocupados (3,4 milhões de pessoas) estava em busca de trabalho há menos de um ano, representando 51,4% do total.
Além do desemprego, o levantamento também mostra disparidades na informalidade. Estados como Maranhão, Pará, Amazonas, Bahia e Piauí registraram taxas superiores a 50%, indicando que mais da metade dos trabalhadores atuava sem carteira assinada ou CNPJ.

Na outra ponta, Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul apresentaram os menores índices de informalidade, todos abaixo de 30%.
A renda média habitual do trabalho no país atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre, o maior valor da série histórica, segundo o IBGE. Em 16 unidades da Federação também foram registrados recordes regionais.
O Distrito Federal lidera o ranking de rendimento, com média de R$ 6.720, influenciado pela alta participação de servidores públicos com salários mais elevados.
Já o Maranhão registra a menor renda média do país, com R$ 2.240 mensais, embora também tenha atingido o maior nível da sua série histórica local. E mais: Starship V3 avança em testes e reforça planos da SpaceX rumo a Marte. Clique AQUI para ver (Foto: EBC)
Veja as taxas de desocupação por UFs no primeiro trimestre:
Amapá: 10%
Bahia: 9,2%
Alagoas: 9,2%
Pernambuco: 9,2%
Piauí: 8,9%
Sergipe: 8,6%
Amazonas: 8,3%
Acre: 8,2%
Rio Grande do Norte: 7,6%
Rio de Janeiro: 7,3%
Ceará: 7,3%
Distrito Federal: 7,1%
Paraíba: 7%
Pará: 7%
Maranhão: 6,9%
Brasil: 6,1%
São Paulo: 6%
Roraima: 5,7%
Tocantins: 5,6%
Goiás: 5,1%
Minas Gerais: 5%
Rio Grande do Sul: 4%
Mato Grosso do Sul: 3,8%
Rondônia: 3,7%
Paraná: 3,5%
Espírito Santo: 3,2%
Mato Grosso: 3,1%
Santa Catarina: 2,7%
