Uma possível reaproximação comercial entre Estados Unidos e China ganhou destaque nesta quinta-feira (14), após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que o governo chinês concordou em adquirir 200 aeronaves da fabricante Boeing.

A declaração foi feita durante entrevista concedida à Fox News e, caso o acordo seja oficialmente confirmado, marcará a primeira grande compra chinesa de aviões comerciais produzidos nos Estados Unidos em quase dez anos.

Segundo Trump, o entendimento teria sido fechado após conversas com o presidente chinês, Xi Jinping. “Uma coisa que ele concordou hoje: vai encomendar 200 jatos. A Boeing queria 150, e eles conseguiram 200”, afirmou o republicano.

Nas últimas semanas, especulações do mercado internacional apontavam que a negociação poderia envolver até 500 aeronaves. O número citado por Trump, porém, ficou abaixo das projeções divulgadas anteriormente pela imprensa internacional.

Até o momento, poucos detalhes sobre o possível contrato foram apresentados. Nem a Casa Branca nem a Boeing comentaram oficialmente as declarações do presidente norte-americano. Também não foi esclarecido se o pedido envolveria modelos específicos da fabricante ou diferentes categorias de aeronaves.

O tema vinha sendo tratado nos bastidores do governo dos EUA. Antes do anúncio de Trump, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, já havia sinalizado a expectativa de uma grande encomenda da Boeing durante a visita do presidente a Pequim.

O possível acordo representa uma mudança importante no ritmo de negócios entre China e Boeing. Desde o início da década, o país asiático realizou encomendas bastante reduzidas junto à empresa americana. A última negociação de grande porte ocorreu em 2017, também durante uma visita de Trump à China.

Em 2020, Pequim chegou a anunciar a intenção de ampliar compras de produtos norte-americanos, incluindo aeronaves, em um pacote avaliado em US$ 77 bilhões. No entanto, a pandemia acabou interrompendo o avanço das negociações e afetou fortemente o setor aéreo mundial.

Apesar da repercussão do anúncio, o mercado reagiu de forma negativa. As ações da Boeing registraram queda expressiva na Bolsa de Nova York ao longo do pregão desta quinta-feira, refletindo cautela dos investidores diante da ausência de informações detalhadas sobre o acordo. Após as declarações do presidente dos Estados Unidos, os papéis da companhia chegaram a recuar mais de 4%.

A possível encomenda de 200 aeronaves recoloca a Boeing no centro das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e pode representar um novo capítulo na relação econômica entre as duas potências. Ainda assim, o mercado aguarda confirmações oficiais e mais detalhes sobre o alcance real do acordo anunciado por Trump. E mais: Xi Jinping e Trump frente a frente em reunião marcada por aproximação e tensão. Clique AQUI para ver. (Divulgação Site Oficial)

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