
O empresário e publicitário Eduardo Fischer foi escolhido para assumir a chefia da comunicação da campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ele substitui Marcello Lopes, conhecido como “Marcelão”, que deixou o posto na última quarta-feira (20), em meio a ajustes internos na equipe de campanha.
Fischer é um nome conhecido do mercado publicitário brasileiro e teve trajetória marcada por campanhas de grande repercussão nacional. Ele iniciou a carreira em 1981 ao lado do empresário Roberto Justus, com quem fundou a Fischer & Justus, agência que posteriormente se transformou na Fischer América e, mais tarde, na atual Agência Fischer.
Ao longo de mais de três décadas de atuação, o publicitário acumulou centenas de prêmios e participou de campanhas consideradas emblemáticas da propaganda brasileira. Entre os trabalhos mais lembrados estão ações para marcas como Brahma, além de campanhas institucionais e comerciais que marcaram o período de expansão da publicidade na televisão brasileira nos anos 1990 e 2000.
Fischer também esteve por trás da campanha “Número 1”, associada à Copa do Mundo de 1994, e de peças publicitárias que ajudaram a consolidar a imagem de grandes marcas no país. Segundo seu perfil profissional, ele recebeu mais de 700 prêmios nacionais e internacionais ao longo da carreira e chegou a ser reconhecido em rankings de influência do setor criativo.
Nos últimos anos, no entanto, sua agência passou por reestruturações e crises financeiras, com redução de atividade física do escritório em São Paulo. Atualmente, a empresa mantém operação enxuta, com equipe variável, segundo dados profissionais disponíveis. Fischer vive há cerca de quatro anos em Punta del Este, no Uruguai, segundo reportagem do portal Poder360.
No campo político, sua atuação é considerada pontual. Ele participou da campanha presidencial de Alvaro Dias em 2018 e esteve envolvido em projetos ligados à campanha de João Doria em 2022, segundo informações de bastidores do setor.
A chegada de Fischer ocorre em meio a uma fase de transição na equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro. Segundo relatos de aliados, a mudança foi motivada por reorganização interna e pela avaliação de que não era o momento ideal para a permanência de Marcello Lopes. A nova fase da campanha deve combinar ajustes estratégicos e reforço na estrutura de marketing político do grupo. E mais: Agora: Luciano Huck detona Bolsa Família: ‘não gera estímulo’. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação)
