O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, começou a receber novamente visitantes em parte do Paço de São Cristóvão, mas a reconstrução completa do edifício histórico ainda está longe de ser concluída. A retomada ocorre enquanto o projeto de restauração segue em busca de novos recursos para fechar o orçamento total.

Batizada de “Museu Nacional Vive”, a iniciativa precisa arrecadar mais R$ 164,3 milhões para atingir a meta estimada de R$ 527,7 milhões.

Até o momento, foram obtidos R$ 363,4 milhões, o que representa cerca de 69% do valor necessário para a recuperação integral da estrutura atingida pelo incêndio de 2 de setembro de 2018.

O fogo devastou o palácio localizado na Quinta da Boa Vista, destruiu parte significativa do acervo e comprometeu um dos principais centros de pesquisa científica e memória do país.

O episódio também evidenciou a dependência de financiamento contínuo para a preservação do patrimônio cultural brasileiro, transformando a reconstrução em um processo simbólico de mobilização entre setor público e iniciativa privada.

Entre os principais apoiadores está a mineradora Vale, que destinou R$ 50,5 milhões ao projeto, assumindo posição de destaque entre os financiadores privados da restauração.

A reabertura parcial ao público inclui as exposições temporárias “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias”, que permanecem em cartaz até 30 de agosto.

As mostras fazem parte da programação comemorativa pelos 208 anos do Museu Nacional e permitem aos visitantes acompanhar etapas do processo de reconstrução.

Cerca de 75% das fachadas foram recuperadas e aproximadamente 80% dos telhados já estão refeitos. Entre as intervenções mais recentes está a instalação de uma nova claraboia na parte mais antiga do palácio, responsável por proteger elementos arquitetônicos históricos e sustentar o tradicional esqueleto de cachalote com 15,7 metros de comprimento. E mais: Lula aposta em mobilização digital, mas estratégia não engrena. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Veja)

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