A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece cobrindo com a mão o rosto de Jair Bolsonaro em uma fotografia.

A manifestação ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) suspender uma propaganda de sua campanha que utilizava imagens e uma declaração atribuída ao ex-presidente.

No vídeo, Michelle segura a foto do marido e critica a decisão judicial. Ela afirmou que foi impedida de mostrar a imagem de Bolsonaro durante sua campanha e relacionou a medida à situação atual do ex-presidente.

“Me dói esconder o rosto do meu marido”, disse Michelle. Em seguida, afirmou que Bolsonaro seria alvo de perseguição:

“Ele governou para o povo, enfrentou poderosos e, por isso, está sendo injustamente perseguido. Hoje, ele está preso, isolado e com a voz silenciada.”

A publicação foi feita na segunda-feira (21), quatro dias depois de o TRE-DF determinar a suspensão imediata da propaganda eleitoral. A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, em ação apresentada pela campanha da candidata petista ao Senado Erika Kokay (PT).

A peça questionada apresentava fotografias de Michelle e Bolsonaro e reproduzia uma declaração atribuída ao ex-presidente na qual ele afirmava ter dado uma “missão” à esposa. Para o magistrado, a combinação das imagens e do conteúdo transmitia ao eleitor a ideia de que Bolsonaro estaria manifestando apoio à candidatura de Michelle. ([UOL Notícias][3])

A decisão do TRE-DF também levou em consideração determinações anteriores relacionadas ao uso político-eleitoral da imagem e de manifestações de Bolsonaro. Em decisão recente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia determinado a suspensão de materiais de campanha que utilizavam a imagem do ex-presidente em determinadas circunstâncias.

A controvérsia está relacionada ainda a uma determinação de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Bolsonaro de divulgar manifestações de caráter político-eleitoral, inclusive por meio de terceiros. A medida foi vinculada à perda de seus direitos políticos após sua condenação pelo STF.

Caso a propaganda suspensa volte a ser exibida em desacordo com a decisão, Michelle poderá ser submetida a multa diária de R$ 5 mil. A campanha da candidata já apresentou recurso contra a suspensão.

 

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