O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (10) que a Polícia Federal apreendeu seu celular, computador, documentos e sete armas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, em Brasília.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar apresentou sua versão sobre a investigação e afirmou que o procedimento está relacionado a uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões.

Segundo Frias, os recursos foram destinados a dois projetos, um na área esportiva e outro voltado ao letramento digital, e não tiveram como finalidade financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente”, declarou.

O deputado ressaltou que a destinação da verba é pública e que as informações podem ser consultadas por qualquer pessoa no Portal da Transparência. Ele também afirmou que sua defesa tenta obter acesso ao inquérito há meses, mas ainda não conseguiu consultar o conteúdo da investigação.

“Como é que pode se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal no mesmo dia em que a sua porta é arrombada”, afirmou Frias.

O parlamentar explicou ainda que uma emenda não é entregue diretamente ao deputado responsável por sua indicação. De acordo com ele, os valores são repassados pelo Tesouro ao órgão encarregado de executar o projeto, que precisa aprovar previamente um plano de trabalho e posteriormente prestar contas da utilização dos recursos.

Frias afirmou que pretende colaborar com as autoridades e fornecer os documentos solicitados pela Polícia Federal. Ao mesmo tempo, questionou a realização da operação a aproximadamente um mês das eleições e disse que as suspeitas levantadas contra ele teriam como base uma reportagem jornalística.

O deputado também relatou o impacto da ação sobre sua família, especialmente sobre sua filha, e criticou a exposição provocada pela operação.

“A foto na porta da minha casa, que foi tirada, ela não vai ser apagada quando o arquivamento vier. O trauma que a minha filha passou também não”, disse.

A operação deflagrada nesta quinta-feira (10) investiga suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

 

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