Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na manhã desta quinta-feira (9), representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Palácio da Alvorada, em Brasília.

A reunião teve como foco as ações de assistência humanitária destinadas à Venezuela, que enfrenta as consequências dos terremotos registrados no fim de junho. Não foram divulgadas informações sobre como o MST pretende colaborar nem por que o governo petista abriu espaço para uma organização não governamental participar de um processo de ajuda oficial entre países.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, os desastres naturais já provocaram mais de 3,8 mil mortes e deixaram cerca de 16 mil pessoas feridas.

Em publicação nas redes sociais, o MST informou que o encontro discutiu formas de ampliar a cooperação entre Brasil e Venezuela, incluindo o envio de alimentos, equipes médicas e outras iniciativas de solidariedade para atender a população afetada.

Participaram da reunião o dirigente nacional do movimento, João Paulo Rodrigues, e o coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile.

No último sábado (4), uma nova remessa de ajuda humanitária foi enviada por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), totalizando aproximadamente seis toneladas de materiais.

Entre os itens encaminhados estavam 250 mil doses de vacina antirrábica canina, 100 mil doses de vacina contra a febre amarela, medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma e equipamentos laboratoriais destinados ao Hospital de Campanha da Marinha do Brasil instalado em La Guaira.

Esse foi o quinto voo da FAB com suprimentos enviados pelo Brasil à Venezuela desde o início da operação de assistência.

Os terremotos ocorreram em 24 de junho, quando dois fortes tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, atingiram a região norte do território venezuelano com intervalo inferior a um minuto. O desastre provocou o desabamento de edifícios, danos à infraestrutura e milhares de vítimas.

Dois dias após os abalos sísmicos, o governo brasileiro iniciou a mobilização de ajuda humanitária. Além do envio de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos, a missão brasileira inclui bombeiros, especialistas em resgate, purificadores de água, materiais cirúrgicos e insumos necessários para a instalação e operação de um hospital de campanha destinado ao atendimento da população atingida. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Metrópoles)

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