
O governo Lula, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou nesta semana o retorno de policiais federais e outros servidores que estavam cedidos a diferentes órgãos da administração pública.
A medida, segundo reportagem noEstadão, pode afetar cerca de um terço da força-tarefa responsável pelas investigações do chamado caso Master.
Até o momento, não há confirmação de que delegados cedidos ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) tenham sido atingidos pela decisão.
A iniciativa gerou interpretações divergentes entre analistas e foi vista por alguns como possível reação política após o avanço de investigações que atingiram pessoas próximas ao governo. Entre essas análises, há quem sustente a hipótese de que a medida poderia representar uma tentativa de pressão institucional.
A decisão teria sido formalizada um dia antes de uma operação envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, embora tenha se tornado pública apenas nesta sexta-feira (19). O Ministério da Justiça ainda não se manifestou oficialmente.
Em abril, Luiz Inácio Lula da Silva já havia defendido a revisão das cessões de delegados e servidores, criticando a permanência de alguns profissionais fora de suas funções originais.
“Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Mas aqueles agentes, ou delegados, que estão aí em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado neste país”, disse na ocasião.
Segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), cerca de 53 delegados estavam cedidos a outros órgãos, desempenhando funções consideradas estratégicas para o Estado.
A entidade também defendeu que o enfrentamento ao crime organizado exige mais estrutura e menos exposição política das ações policiais.
Em maio, a Polícia Federal promoveu a substituição de um delegado que atuava em investigações envolvendo familiares do presidente. O caso gerou questionamentos sobre movimentações internas na corporação. E mais: Trump e Irã selam trégua em acordo histórico. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Estadão; Gazeta do Povo)
