Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesse sábado (30), no Rio de Janeiro, que a militância de esquerda volte a utilizar as cores verde e amarela, argumentando que os símbolos nacionais não devem ser vinculados a um único grupo político.

A declaração foi feita durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, realizada na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. O evento reuniu autoridades do governo federal, a primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros e lideranças políticas fluminenses.

Em seu discurso, Lula afirmou que a esquerda precisa retomar a identificação com as cores da bandeira brasileira, especialmente durante a Copa do Mundo.

“O verde e amarelo é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a usar. A gente vai ter que, nesta Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, discursou.

Ao cumprimentar o prefeito em exercício do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, o presidente comentou a roupa usada pelo aliado e aproveitou para reforçar a mensagem política. “Você está vestindo verde e amarelo, mas tem que dizer que é não bolsonarista”, afirmou.

O petista também fez uma menção indireta à sucessão estadual no Rio de Janeiro. Sem citar nomes, indicou preferência por um candidato aliado para o comando do Palácio Guanabara.

“Não é um candidato, que vocês sabem quem é, que precisa ser eleito governador do Rio. É você que tem que ser eleito governador do Rio, porque senão vocês sabem o que acontece nesse Estado”, afirmou.

A declaração foi interpretada como um gesto de apoio ao grupo político de Eduardo Paes, apontado como potencial candidato ao governo fluminense em 2026 pelo PSD. Entre os nomes cotados para a disputa também está o deputado estadual Douglas Ruas (PL). (Foto: Palácio do Planalto)

 

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