O governo Lula, por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao ‘Ministério da Justiça e Segurança Pública’, abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades em publicidades de apostas esportivas exibidas durante transmissões da CazéTV na Copa do Mundo.

A apuração teve início após a análise de vídeos que mostram ações promocionais de diferentes casas de apostas veiculadas antes e durante jogos transmitidos pelo canal digital. A Senacon vai avaliar se as normas de publicidade responsável foram respeitadas.

As regras em vigor determinam que esse tipo de divulgação deve ser transparente e conter informações claras sobre riscos associados às apostas. Também são proibidas mensagens que incentivem apostas impulsivas, sugiram ganhos fáceis ou minimizem possíveis prejuízos.

Caso sejam identificadas irregularidades, a Senacon pode adotar medidas administrativas contra os responsáveis.

A CazéTV informou que tomou conhecimento da investigação por meio da imprensa e afirmou que ainda não foi formalmente notificada pelas autoridades. Em nota, a empresa declarou que está à disposição para prestar esclarecimentos e reforçou que atua em conformidade com a legislação brasileira.

O canal destacou ainda que segue a Lei 14.790/2023, as normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, as diretrizes do Conar e o Código de Defesa do Consumidor, além de trabalhar apenas com operadoras regularizadas.

Principal rosto da CazéTV, Casimiro Miguel já havia comentado anteriormente a presença massiva de publicidade de apostas nas transmissões esportivas. Em declaração registrada em 2025, ele questionou as críticas ao modelo de patrocínio.

“Eu vi várias vezes a galera dizendo: ‘ó, meu Deus, não aguento mais tanta publicidade de bets, tem bets em tudo o que é lado’. É fato, né? Não tem muito o que fazer, é o que faz girar o negócio. Se não existissem as bets, teria que arrumar dinheiro de outro lugar, mas não sei, sinceramente se teríamos as competições que temos [para transmitir]”, afirmou.

Ele ainda acrescentou: “Não sei se isso tem prazo de validade, mas acho que, em outro momento, vai ser a febre de outra parada pagando. Prejudicou o quê? A galera pode se incomodar de ver na tela, mas prejudicar o quê?”.

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