
O goleiro Bruno Fernandes entrou com uma ação judicial contra a Band na qual cobra R$ 4 milhões em indenização por danos morais e suposta violação de seu direito de imagem. O ex-jogador afirma que vem sendo alvo de uma série de reportagens que considera prejudiciais à sua reputação.
A ação tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, os conteúdos questionados começaram a ser exibidos em 2022, principalmente no programa Melhor da Tarde.
A apresentadora Catia Fonseca, que deixou a Band no ano passado, também aparece como ré no processo. Entre os episódios mencionados por Bruno estão comentários feitos pela jornalista a respeito da relação do ex-goleiro com o filho, Bruninho, fruto de seu relacionamento com Eliza Samudio, assassinada em 2010.
Durante uma das edições do programa, Catia criticou duramente Bruno ao comentar a questão envolvendo o pagamento de pensão alimentícia.
“Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança —que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas, na hora que vão prender, quer fazer acordo”, afirmou a apresentadora na ocasião.
Na ação, Bruno também contesta outras reportagens produzidas pela emissora. A defesa sustenta que a exposição recorrente do caso ultrapassaria os limites do direito à informação e teria causado danos à imagem do ex-atleta. A indenização de R$ 4 milhões é solicitada justamente com base nessas alegações.
Não é a primeira disputa judicial entre Bruno e a emissora. Em outro processo, o ex-goleiro chegou a pedir que a Band fosse impedida de mencionar seu nome no Melhor da Tarde e em outros conteúdos jornalísticos.
A Justiça, porém, rejeitou o pedido. Na decisão, a juíza do caso destacou que Bruno é uma pessoa pública e que seu caso criminal teve grande repercussão na imprensa, permitindo que os acontecimentos voltassem a ser abordados em reportagens.
“Note-se que o autor é pessoa pública. Ele respondeu a processo criminal que teve ampla repercussão midiática, de forma que, eventualmente, as circunstâncias e condições do caso retornam à cena, na qual se desenvolvem notícias e especulações, o que não por si só não é ilegal”, afirmou a magistrada.
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de prisão pelos crimes relacionados à morte de Eliza Samudio, incluindo homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal. Eliza era mãe de Bruninho, filho do ex-jogador. E mais: Urgente: Moraes manda fazer busca e apreensão contra fonte de jornalista. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
