A poucos dias do fim do período destinado às convenções partidárias, duas das principais candidaturas à Presidência da República seguem sem definir seus companheiros de chapa. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) precisam resolver a escolha dos vices até a próxima quarta-feira (5), data limite estabelecida pela legislação eleitoral para a oficialização das candidaturas pelos partidos.

Caso não haja consenso até o encerramento do prazo, as duas siglas só poderão lançar chapas consideradas “puro-sangue”, com candidatos a vice integrantes dos próprios partidos.

No campo do PL, a estratégia inicial era formar uma aliança mais ampla com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A parlamentar chegou a aceitar o convite para ocupar a vaga de vice, mas a cúpula nacional do Progressistas optou por manter uma posição de neutralidade na corrida presidencial. O Republicanos também não avançou nas negociações, apesar das especulações sobre a possibilidade de indicação de Daniella Marques.

O governador de Minas Gerais seguiu uma trajetória semelhante. O Novo chegou a avaliar nomes externos à legenda, como o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e o empresário Geraldo Rufino, mas não conseguiu concretizar nenhuma parceria.

Entre as alternativas avaliadas pelo PL estão nomes como os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN), além das deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Júlia Zanatta (PL-SC). No caso do Novo, a possibilidade mais provável é que a legenda escolha um integrante de seus próprios quadros, sendo Eduardo Girão (Novo-CE) uma forte possibilidade.

A dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro e Zema reflete um cenário mais amplo da eleição, marcado pela resistência de partidos de centro em assumir compromissos nacionais. Siglas como União Brasil, PP, Republicanos e MDB preferiram preservar alianças regionais e manter independência na disputa pelo Palácio do Planalto.

Após o término das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até essa data, Flávio e Zema ainda tentam construir alianças que evitem o início da campanha com chapas restritas aos próprios partidos. (Foto: redes sociais; Fonte: InfoMoney)

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