O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20), durante agenda em São Paulo, que Pablo Marçal deve ser considerado parte do grupo político que busca derrotar o PT nas eleições. A declaração ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs restrições à campanha do ex-coach e deixou para uma etapa posterior a análise definitiva de seu registro de candidatura.

Ao comentar a presença de Marçal no cenário eleitoral, Flávio destacou a projeção que o empresário possui entre o eleitorado paulista e avaliou que ele pode contribuir para a mobilização da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para o senador, o momento exige a aproximação entre diferentes nomes que compartilham a oposição ao PT, independentemente das diferenças existentes entre eles. Ele citou Marçal ao lado de outros políticos que, segundo sua avaliação, estão dispostos a participar desse movimento.

“Todo mundo que está se unindo a favor do Brasil, a gente tem que abraçar”, afirmou Flávio. Veja ao fim da reportagem.

Durante a fala, o candidato também ampliou o discurso para o cenário econômico e relatou conversas que teria mantido com comerciantes em São Paulo. Segundo ele, empresários estariam enfrentando dificuldades para manter seus negócios e demonstrando preocupação com a possibilidade de continuidade do atual governo.

Flávio afirmou ter ouvido de comerciantes que alguns estariam dispostos a esperar apenas mais algumas semanas antes de tomar decisões sobre a continuidade de suas atividades. O relato foi utilizado pelo senador para reforçar sua avaliação de que há insatisfação com a situação econômica do país.

A declaração ocorre em meio à movimentação das campanhas de direita para as eleições presidenciais. Flávio tem defendido a formação de uma frente ampla de oposição ao PT e, em sua fala em São Paulo, mencionou diversos nomes que poderiam integrar esse campo político.

Além de Marçal, o senador citou políticos como Ricardo Nunes, Tarcísio de Freitas e outros aliados. A manifestação sobre Marçal ganha relevância justamente porque as campanhas dos presidenciáveis discutem nos bastidores a participação do ex-coach nos debates eleitorais e os efeitos de sua situação jurídica sobre a disputa.

Nesta quinta-feira, o TSE decidiu impedir Marçal de participar de debates, utilizar recursos públicos de campanha e realizar atos de propaganda eleitoral. A Corte ainda deverá analisar posteriormente o pedido de registro de sua candidatura à Presidência. E mais: Band chamará Marçal para o debate? Pressão pode fazer emissora recuar. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação)

 

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