O Fantástico exibiu neste domingo (20) imagens que mostram Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho executivo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

As imagens foram feitas em 22 de agosto de 2025, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. No vídeo, o casal deixa a aeronave acompanhado por seguranças, que também retiram as bagagens do avião.

A reportagem teve cerca de oito minutos e colocou o episódio entre os principais pontos da crise que envolve o STF e as relações de Vorcaro com integrantes da Corte.

O avião utilizado pelo casal é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. À época do voo, a aeronave estava vinculada à Prime Aviation, empresa que tinha Vorcaro entre os sócios. Segundo informações publicadas sobre o caso, o empresário manteve participação na companhia até 2025.

A divulgação das imagens ganhou repercussão porque Moraes havia afirmado anteriormente que nunca havia viajado em aeronaves de Vorcaro.

Em abril de 2026, uma manifestação atribuída ao gabinete do ministro dizia que ele “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. O registro divulgado agora mostra, porém, Moraes e sua esposa deixando uma aeronave vinculada a uma empresa que tinha o empresário como sócio.

O escritório Barci de Moraes, de propriedade de Viviane, confirmou posteriormente que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation. A banca afirmou, entretanto, que a contratação não representava vínculo pessoal com Vorcaro e que o empresário não esteve presente nos voos realizados pelo escritório.

A nota também informou que, em alguns dos deslocamentos realizados pela empresa, Viviane esteve acompanhada pelo marido. O escritório sustentou ainda que não possui relação comercial, advocatícia ou societária com a Prime Aviation.

O episódio ocorre em meio às investigações sobre a relação entre Vorcaro, Moraes e o escritório de sua esposa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa a partir de documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal, a banca manteve um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, firmado em janeiro de 2024. Até a liquidação da instituição, teriam sido pagos cerca de R$ 80 milhões.

 

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