O lançamento da cinebiografia Michael voltou a despertar a curiosidade de fãs sobre uma figura inusitada que marcou a vida do Rei do Pop: Bubbles, o chimpanzé que por anos esteve ao lado de Michael Jackson.

Companheiro frequente do artista desde a década de 1980, o animal participou de viagens internacionais, aparições públicas e até momentos inusitados, como encontros com autoridades no Japão. A convivência próxima, no entanto, mudou com o passar do tempo.

Hoje, aos 43 anos, Bubbles vive no Center for Great Apes, um santuário em Wauchula, na Flórida, onde está desde 2005. Longe da rotina agitada que teve ao lado do cantor, o chimpanzé leva uma vida mais tranquila, cercado por outros animais e sob cuidados especializados.

Antes disso, o primata teve uma trajetória incomum. Nascido em um laboratório biomédico nos Estados Unidos, ele foi adquirido por Jackson ainda jovem e passou a viver inicialmente com a família do cantor, em Los Angeles. Pouco depois, foi levado ao famoso Rancho Neverland, onde compartilhava espaços íntimos com o artista, chegando a dormir em um berço próximo à cama do cantor.

Com o crescimento, porém, o comportamento de Bubbles mudou. Tornando-se um chimpanzé adulto forte e difícil de controlar, ele deixou de ser adequado como animal doméstico. A solução encontrada foi transferi-lo para um treinador na Califórnia, até que, posteriormente, fosse encaminhado ao santuário onde permanece até hoje.

Mesmo décadas depois, o vínculo com Michael Jackson ainda se reflete em sua história. Segundo a diretora do santuário, Patti Ragan, o cantor planejava visitá-lo pouco antes de sua morte, em 2009. Além disso, o espólio do artista continua financiando os cuidados do animal.

“Ele é muito doce, muito doce”, contou Ragan. “As pessoas ainda o imaginam como um bebezinho fofo com rosto rosado que Michael carregava por aí. Mas ele é um garoto grande agora, cerca de 77 quilos. Vive com um grupo de cinco, e estamos introduzindo alguns jovens nesse grupo agora. Bubbles ajudou a criar dois bebês quando chegou aqui.”

Na nova rotina, Bubbles demonstra um comportamento mais calmo e reservado. Embora seja descrito como fotogênico, evita exposição e prefere atividades mais tranquilas, como pintar e interagir com objetos simples. Entre suas preferências estão frutas, vegetais e até mochilas com velcro, que ele usa para guardar pequenos itens.

Com a idade avançando, o chimpanzé também apresenta sinais naturais do envelhecimento. Considerado um primata idoso, passa boa parte do tempo descansando e se movimenta com mais cautela. “Ele é bom com os jovens, mas está se movendo um pouco mais devagar, às vezes leva mais tempo para subir as escadas”, relatou Ragan.

Apesar de ainda ser lembrado pelo público, Bubbles não aparece de forma realista no filme recente sobre Michael Jackson. Na produção, o animal foi recriado por computação gráfica, marcando apenas simbolicamente sua presença na narrativa.

A trajetória de Bubbles segue sendo revisitada como parte dos episódios que marcaram a vida pessoal de Michael Jackson. E mais: Acordo Mercosul-UE entra em vigor hoje. Clique AQUI para ver. (Foto: Divulgação)

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