A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou nesta terça-feira (1º) uma articulação para tentar interromper as votações no Senado em reação às novas informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta da parlamentar é suspender a análise de propostas de emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei até que haja uma mudança na situação de Moraes no Supremo. Damares defende que o ministro renuncie ao cargo ou seja alvo de um processo de impeachment.

A iniciativa foi anunciada depois da divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O material reúne registros de contatos e encontros entre o banqueiro e Moraes, que passaram a ser analisados no contexto de uma possível investigação sobre a relação entre os dois.

Damares afirmou que pretende procurar outros integrantes do Senado para tentar formar uma frente capaz de sustentar a paralisação das atividades legislativas. A senadora disse que já começou a conversar com colegas e que pretende percorrer os gabinetes para apresentar a proposta.

“Estou levantando um movimento agora, entre os colegas, estou conversando com todos os colegas, porque a gente não vai votar mais nada essa semana. É a minha proposta”, declarou.

A parlamentar também estabeleceu como condição para a retomada das votações a saída de Moraes do STF. “Não se vota nenhuma PEC, nenhum projeto de lei, se Alexandre de Moraes não renunciar ou se a gente não impeachmá-lo. Essa é a minha proposta”, afirmou.

Damares pediu ainda que os demais senadores apoiem a mobilização e reforçou que pretende continuar buscando adesões. “Enquanto este homem estiver lá no Supremo, nós não vamos votar nada aqui no Senado. Eu espero que meus colegas aceitem a minha proposta. Já vou começar agora, correr de gabinete em gabinete, falar com todos os colegas.”

A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão de parlamentares de oposição sobre Moraes. A divulgação dos documentos e mensagens apreendidos pela PF ampliou as cobranças por esclarecimentos e levou outros congressistas a defenderem medidas como investigação, afastamento e impeachment do ministro.

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