A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) foi marcada por confrontos entre ministros e também por reações que chamaram atenção nos bastidores. Cármen Lúcia acompanhou parte dos trabalhos apoiando o queixo ou a testa nas mãos, em aparente surpresa com a sequência de bate-bocas e acusações no plenário.

Alexandre de Moraes e André Mendonça, que se sentam lado a lado, permaneceram sem interação durante a leitura do relatório por Edson Fachin. Depois, porém, os dois protagonizaram um dos principais confrontos da sessão. Moraes acusou Mendonça de ter articulado uma investigação contra ele no caso Master, enquanto Mendonça respondeu chamando o colega de mentiroso.

Enquanto não falava, Mendonça manteve em vários momentos as mãos em forma de oração, além de bater os dedos sobre a mesa e grifar documentos. Moraes, por sua vez, balançava a cadeira, mexia no celular e fazia anotações nos autos que tinha diante de si.

Flávio Dino também entrou no centro da tensão. No intervalo, aproximou-se de Fachin, fez um aceno de paz e disse que as críticas dirigidas ao presidente do STF não eram pessoais. Dino também conversou com Mendonça sobre os procedimentos adotados por Fachin. Na retomada da sessão, entretanto, voltou a criticar a condução dos trabalhos e pediu vista, interrompendo o julgamento.

Logo depois, Dino deixou o plenário acompanhado por Gilmar Mendes. De acordo com reportagem da Folha, na sala de lanches, os dois deram gargalhadas antes de retornarem aos seus lugares para acompanhar o restante da sessão.

Gilmar havia levado ao plenário uma versão impressa das mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro.

Dias Toffoli permaneceu durante todo o julgamento, mesmo após reforçar sua declaração de suspeição no caso Master, e foi visto cochichando diversas vezes com Gilmar. Ao final, Fachin deixou o plenário acompanhado por Cármen Lúcia e Luiz Fux, que lhe prestaram apoio.

O clima também levou a um reforço incomum da segurança: pelo menos oito policiais acompanharam a sessão e chegaram a intervir diante de tentativas de comunicação por gestos entre pessoas da plateia. A TV Justiça também evitou mostrar diretamente alguns dos momentos mais acalorados entre os ministros. (Foto: STF; Fonte: Folha de SP)

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