Depois de semanas encalhada em águas rasas no norte da Alemanha, a baleia-jubarte conhecida como “Timmy” finalmente voltou ao oceano aberto neste sábado (2), encerrando uma operação de resgate que mobilizou equipes, voluntários e gerou debate internacional.

O animal, um macho de cerca de 10 metros e aproximadamente 12 toneladas, foi solto no Mar do Norte a cerca de 70 quilômetros da costa de Skagen, na Dinamarca. Ele deixou por conta própria uma balsa de transporte especial após ser rebocado ao longo de uma complexa operação logística iniciada dias antes.

O deslocamento foi planejado depois de várias tentativas frustradas de fazer com que Timmy retornasse sozinho ao mar profundo. Em todas elas, a jubarte acabou encalhando novamente e apresentando sinais crescentes de exaustão. Durante o período em que permaneceu em áreas rasas do Mar Báltico, o animal também sofreu com estresse e problemas físicos, incluindo lesões na pele tratadas com pomadas aplicadas pelas equipes de resgate.

Segundo especialistas, é provável que a baleia tenha se desorientado em março, possivelmente ao seguir um cardume ou durante sua rota migratória natural. A permanência prolongada em águas menos salinas e pouco profundas agravou seu estado de saúde e levantou preocupações sobre sua capacidade de sobrevivência.

O plano de resgate, financiado por dois empresários, envolveu o uso de uma balsa cheia de água, descrita como uma espécie de “piscina flutuante”, além de estruturas de contenção e escavação de canais na areia para facilitar o deslocamento do animal. Em um dos momentos mais delicados da operação, Timmy chegou a nadar parte do trajeto até a embarcação, o que foi interpretado pelas equipes como um sinal encorajador.

De acordo com a agência de notícias AFP, integrantes da equipe afirmaram que, logo após ser solta, Timmy passou a nadar na direção indicada pelos especialistas. A expectativa é que o animal siga em direção ao Oceano Atlântico.

O caso, porém, dividiu opiniões. Parte da comunidade científica criticou a continuidade da intervenção, defendendo que o animal deveria ter sido deixado para “morrer em paz”, considerando seu estado debilitado. Já outros especialistas e ativistas defenderam a tentativa de salvamento até o fim.

A repercussão foi tamanha que o tema ganhou grande atenção pública na Alemanha, com cobertura intensa da imprensa e pressão de grupos ambientalistas. O próprio governo regional autorizou a operação após semanas de discussão. Um dos envolvidos resumiu o dilema dizendo: “A questão era se devíamos deixá-la morrer ou tentar uma última cartada para devolvê-la ao Atlântico”.

Com o mar novamente à sua frente, Timmy deixa para trás semanas de incerteza, sob observação de equipes que ainda monitoram seu estado. E mais: Disputa entre gigantes marca a B3 no trimestre; Veja as líderes em negociações. Clique AQUI para ver. (Foto: Reprodução Vídeo)

Veja o vídeo!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *