
Quem pretende viver na Europa e procura uma cidade que combine qualidade de vida, oportunidades econômicas e infraestrutura pode encontrar algumas referências em um novo ranking elaborado pela consultoria Resonance.
O levantamento avaliou áreas metropolitanas europeias com mais de 500 mil habitantes, utilizando informações de bases como Eurostat e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A análise considerou 47 métricas, distribuídas em 33 subcategorias, para medir diferentes aspectos da vida urbana.
Os indicadores foram agrupados em três grandes dimensões: Habitabilidade, Atratividade e Prosperidade. A metodologia também incorporou pesquisas de percepção realizadas em parceria com a Ipsos, levando em consideração opiniões e preferências dos moradores dos países europeus.
Londres aparece no primeiro lugar
A capital britânica lidera o ranking, impulsionada principalmente pelo desempenho nos quesitos relacionados à inovação, economia e capacidade de atrair pessoas e investimentos.
Londres ficou em primeiro lugar em três das 34 subcategorias analisadas, o maior número entre as cidades avaliadas. A capital também ocupa a liderança nos índices gerais de Prosperidade e Atratividade, além de aparecer na segunda colocação em Habitabilidade.
A cidade também vem chamando atenção pelo movimento do mercado imobiliário de alto padrão. Segundo dados da Beauchamp Estates, compradores norte-americanos representaram 25% das aquisições de imóveis de luxo feitas por estrangeiros em 2024, tornando os americanos o principal grupo internacional nesse segmento.
A desvalorização da libra também contribuiu para aumentar o interesse de visitantes e compradores estrangeiros.
Paris aposta em mobilidade e qualidade de vida
Paris aparece na segunda colocação do ranking. Entre os fatores destacados pelo estudo estão as mudanças implementadas nos últimos anos para tornar a capital francesa mais voltada aos pedestres e ciclistas.
O limite de velocidade de 30 km/h, que inicialmente provocou resistência, tornou-se parte da transformação urbana promovida pela administração municipal. Até o fim de 2025, a cidade já contava com mais de 1.000 quilômetros de ciclovias, enquanto a utilização das bicicletas praticamente dobrou em dois anos.
Desde 2020, aproximadamente 100 hectares foram transformados em áreas destinadas exclusivamente a pedestres. A previsão é de que uma área equivalente seja acrescentada antes de 2030.
Paris também planeja ampliar os serviços de manutenção de bicicletas, com estruturas previstas para todos os seus arrondissements. A expansão da rede de transporte público é outro destaque: novas estações de metrô aproximaram o aeroporto de Orly da região central.
Com esse conjunto de mudanças, Paris alcançou a segunda posição no índice geral de Prosperidade.
Berlim fecha o pódio
Berlim ocupa a terceira posição, beneficiada pela força de seu setor cultural, pela recuperação do turismo e pelo dinamismo do ambiente empresarial.
A cultura techno da capital alemã foi reconhecida pela Unesco, enquanto o turismo voltou a apresentar números próximos dos períodos anteriores à pandemia. Em 2024, os hotéis da cidade registraram mais de 30,6 milhões de pernoites, resultado que não era alcançado desde a crise sanitária.
Ao todo, cerca de 12,7 milhões de hóspedes visitaram Berlim naquele ano, movimentando bilhões de euros na economia local.
O cenário cultural também permanece em expansão, com novos espaços e atrações, como o Kulturforum, o Museu do Século 20 e o High Swing, apresentado como o balanço mais alto da Europa. A atração está instalada a 120 metros de altura, no topo do Park Inn, na Alexanderplatz.
O setor empresarial é outro ponto forte da cidade, com a presença de startups e empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Entre os novos projetos está a expansão do Estrel, complexo que reúne hotel, centro de convenções e entretenimento e que ganhará um arranha-céu, considerado o primeiro empreendimento desse tipo em Berlim. A previsão de inauguração é para o fim de 2026.
As dez cidades mais bem posicionadas são:
1. Londres, Reino Unido
2. Paris, França
3. Berlim, Alemanha
4. Roma, Itália
5. Barcelona, Espanha
6. Madri, Espanha
7. Amsterdã, Países Baixos
8. Viena, Áustria
9. Praga, República Tcheca
10. Estocolmo, Suécia
O resultado mostra que as cidades mais bem avaliadas não dependem apenas de indicadores econômicos. Infraestrutura, mobilidade, cultura, turismo, percepção dos moradores, qualidade dos espaços urbanos e capacidade de atrair investimentos também pesaram na classificação. E mais: Projetos de Milei fazem turismo na Argentina disparar. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Forbes)
