
A Câmara dos Deputados deve analisar até esta quarta-feira (10) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA. A expectativa em Brasília é de que o texto seja aprovado ainda nesta rodada de votações, antes que o calendário político-eleitoral imponha mais atrasos.
A articulação para garantir a votação nesta semana foi conduzida pelo senador Nelsinho Trad, que atuou em diálogo direto com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta. A movimentação buscou evitar que o tratado ficasse travado junto a outras pautas econômicas de integração internacional.
O acordo entre os dois blocos foi assinado em setembro do ano passado, mas ainda depende de ratificação dos Parlamentos nacionais para entrar em vigor. No caso brasileiro, a decisão do Congresso é etapa obrigatória para que o tratado passe a produzir efeitos.
Nos últimos meses, a prioridade legislativa recaiu sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o que acabou retardando a análise da parceria com a EFTA. Agora, o temor de parlamentares e diplomatas é que o avanço do recesso e a proximidade das eleições empurrem novamente a decisão para depois.
Do ponto de vista econômico, a parceria envolve mercados relevantes: juntos, Mercosul e EFTA representam cerca de 300 milhões de habitantes e um PIB superior a US$ 4,39 trilhões.
A EFTA — sigla para European Free Trade Association, também conhecida como Associação Europeia de Comércio Livre — é um bloco econômico europeu criado em 4 de janeiro de 1960, em Estocolmo, na Suécia.
A organização surgiu como uma alternativa de integração comercial dentro da Europa Ocidental, reunindo inicialmente países como Áustria, Dinamarca, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.
Ao longo das décadas, o grupo passou por mudanças sucessivas de composição, com a saída de parte dos membros originais e a entrada de novos países em diferentes momentos históricos.
Atualmente, a EFTA é formada por apenas quatro países: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Esses Estados mantêm entre si uma área de livre comércio baseada na eliminação ou redução de tarifas aduaneiras, o que facilita o fluxo de bens e serviços entre as economias do bloco.
A evolução da organização também está ligada à integração mais ampla do continente europeu. Em 1973, parte dos países da EFTA passou a estabelecer acordos com a então Comunidade Econômica Europeia, ampliando o comércio entre os dois blocos. Esse processo resultou, anos depois, na criação do Espaço Econômico Europeu (EEE), em 1992, que integrou parte significativa das regras de mercado entre europeus.
A Suíça, no entanto, acabou ficando de fora do EEE após um referendo negativo realizado em 1992, o que impediu sua adesão ao acordo naquele momento. E mais: Veja o que fica (ainda mais) caro com o imposto do pecado em 2027. Clique AQUI para ver. (Foto: div. Mercosul; Fonte: Folha de SP)
