A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, afirmou que o candidato avalia dividir as atribuições atualmente concentradas no Ministério da Fazenda em duas estruturas distintas caso seja eleito. A proposta prevê uma pasta dedicada à macroeconomia e outra voltada para a microeconomia.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (28), em entrevista ao podcast ALive, do portal Cláudio Dantas. Segundo Daniella, a ideia ainda não está definida, mas faz parte das discussões sobre o formato de um eventual governo de Flávio.

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal fez elogios ao modelo de megaministério adotado durante o governo de Jair Bolsonaro, sob o comando de Paulo Guedes. Na avaliação dela, a concentração das áreas econômicas foi importante para a condução das políticas durante a pandemia, mas o cenário atual exigiria uma divisão mais específica das responsabilidades.

A estrutura voltada à microeconomia teria como prioridades o aumento da produtividade e a redução dos custos que afetam a competitividade das empresas brasileiras. Já a área macroeconômica ficaria responsável pela reorganização das contas públicas, revisão das despesas e melhoria da transparência sobre a aplicação dos recursos federais.

Daniella também criticou a gestão dos recursos públicos e afirmou que o principal problema não seria a falta de dinheiro, mas a forma como o orçamento é administrado. Segundo ela, um eventual governo Flávio deveria combater desperdícios e direcionar os recursos para políticas consideradas prioritárias.

“O problema hoje, quando você olha o tamanho dos orçamentos alocados, não é falta de dinheiro, é má gestão, é desperdício de dinheiro, é dinheiro indo pelo ralo, é a gente ser um cabideiro de emprego de companheiros”, afirmou.

A coordenadora econômica defendeu ainda uma mudança na utilização da estrutura do Estado, argumentando que o patrimônio público deveria estar direcionado à prestação de serviços à população, e não ao atendimento de interesses políticos.

Apesar de apresentar a divisão entre macro e microeconomia como uma possibilidade, Daniella ressaltou que a decisão final caberá a Flávio Bolsonaro. Segundo ela, o formato definitivo será escolhido de acordo com a estrutura considerada mais adequada para colocar em prática as propostas previstas no plano de governo. E mais: Entenda por que a Faria Lima está mudando de lado. Clique AQUI para ver.

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