
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta sexta-feira (28), a condução da entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da TV Globo. Segundo o petista, ele se preparou de maneira inédita para a sabatina, estudando e decorando números e informações sobre sua administração, mas acabou não tendo a oportunidade de apresentar parte do conteúdo que havia preparado.
Lula afirmou que esperava utilizar a entrevista para apresentar propostas para o futuro e destacar resultados de sua gestão. Na avaliação do presidente, esse era o principal objetivo de sua preparação.
“O que é triste nisso é que você sempre se prepara para discutir proposta para o futuro do Brasil. Você sempre se prepara para tentar mostrar o que você faz. E eu nunca me preparei tanto, decorando tudo que nós fizemos para que a gente pudesse mostrar o Brasil, que somente quem teve capacidade de tirar o Brasil da lama que nós encontramos em 2022 e fazer esse país se transformar”, declarou o titular do Planalto.
Apesar da reclamação, Lula afirmou que não esperava receber perguntas favoráveis durante a entrevista. O presidente disse considerar que jornalistas devem abordar os assuntos que julgarem relevantes, mesmo que os questionamentos sejam desconfortáveis para os candidatos.
“Eu não reclamo do comportamento dos jornalistas, porque eles estão lá para fazer as entrevistas de coisas que eles querem que seja feita, e não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que o jornalista faça uma pergunta para me agradar. Eles estão lá para fazer perguntas profissionalmente, daquilo que eles entendem que pode resolver ou criar caso, ou colocar em dúvida as candidaturas”, afirmou.
Lula também declarou que a mesma postura teria sido adotada com os demais candidatos que participaram das entrevistas promovidas pelo telejornal. “Foi assim com todos”, afirmou o presidente.
A entrevista, que teve cerca de 50 minutos de duração, provocou reações entre integrantes do PT. Um dos pontos de insatisfação foi o espaço dedicado a questionamentos sobre familiares e aliados políticos do presidente.
Aproximadamente metade da sabatina foi ocupada por perguntas relacionadas a esses assuntos. Entre os temas abordados estiveram as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além das suspeitas relacionadas a pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
Também foi discutida a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, com as denúncias relacionadas ao Banco Master.
A condução da sabatina passou a ser alvo de críticas de aliados e apoiadores do presidente, que consideraram que a entrevista deu pouco espaço para que Lula apresentasse as propostas e os resultados de seu governo que havia preparado para o encontro. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
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— Metrópoles (@Metropoles) August 28, 2026
