O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República. A manifestação ocorreu durante o debate promovido pela Band neste domingo (16).

A posição adotada pelo senador diverge da orientação nacional do Republicanos, que decidiu não apoiar nenhum dos candidatos à Presidência. Em Minas Gerais, a escolha de Cleitinho também cria um cenário peculiar: ele disputa o governo estadual enquanto o PL, partido de Flávio Bolsonaro, lançou o empresário Flávio Roscoe para o mesmo cargo.

Durante o debate, Cleitinho afirmou que pretende participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro durante todo o período eleitoral.

“Pela minha demora, eles lançaram o Flávio [Roscoe] aqui, mas eu deixei bem claro que o meu apoio é ao Flávio Bolsonaro, com quem eu vou fazer campanha nesses 45 dias. Então, para acabar com essa ladainha de que eu estou neutro, eu não estou neutro não”, afirmou.

Cleitinho atribuiu a ausência de uma composição formal com o PL ao atraso do Republicanos na definição de sua candidatura ao governo mineiro.

Antes de ter a candidatura confirmada, o senador chegou a anunciar que não concorreria ao Palácio Tiradentes. Posteriormente, mudou de posição e recebeu o aval da direção nacional do Republicanos para entrar na disputa. Nesse período de indefinição, o PL já havia oficializado Flávio Roscoe como seu candidato ao governo estadual.

“O que aconteceu foi que o partido [Republicanos] demorou para me dar a vaga, eu que perdi o palanque”, disse Cleitinho.

Com a declaração, o senador sinaliza que pretende dividir o palanque presidencial com Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, mesmo estando em lados opostos na disputa pelo governo estadual. A decisão coloca Cleitinho em uma situação distinta da orientação adotada pelo Republicanos nacionalmente e evidencia o alinhamento do candidato mineiro com o grupo político de Bolsonaro. E mais: Neymar autografa camisa para Flávio Bolsonaro em São Januário; Confira (Foto: Ag. Senado; Fonte: InfoMoney)

 

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