
Uma americana que educou os oito filhos em casa explicou os motivos que a levaram a optar pelo homeschooling, modelo de ensino domiciliar amplamente permitido em diversos estados dos Estados Unidos. Em entrevista ao perfil “Interior dos EUA”, no Instagram, Julie afirmou que preferiu acompanhar pessoalmente o desenvolvimento dos filhos em vez de matriculá-los em escolas públicas ou privadas.
Segundo ela, a decisão foi motivada tanto por convicções religiosas quanto pelo desejo de participar ativamente da educação das crianças. “Nós somos homeschooling”, afirmou.
Julie disse acreditar que os pais devem exercer um papel central na formação dos filhos e criticou a ideia de delegar esse processo exclusivamente às escolas.
“Quando você cria seus filhos, você está ali para ajudar no desenvolvimento deles. Para mim, parece que eles vão para os lobos e esperam que sobrevivam por eles mesmos”, declarou.
Ela também argumentou que professores enfrentam dificuldades para acompanhar individualmente um grande número de alunos. “Um professor tem 25 filhos para tentar monitorar, e eu não gostei da ideia. Eu queria estar ao lado dos meus filhos”, afirmou.
Outro ponto destacado por Julie foi a socialização das crianças educadas em casa. Segundo ela, existe um equívoco de que alunos do homeschooling tendem a ser antissociais.
“Homeschoolers são geralmente bem socializados e podem interagir com pessoas de diferentes grupos de idade”, disse. Na avaliação dela, o ensino domiciliar permite que as crianças convivam não apenas com colegas da mesma faixa etária, mas também com adultos e pessoas de diferentes idades.
Ao comentar a situação brasileira, Julie criticou as restrições ao homeschooling no país e mencionou um caso recente envolvendo um casal investigado por optar pelo ensino domiciliar. “As leis no Brasil sobre homeschooling são terríveis”, afirmou.
Nos Estados Unidos, a regulamentação do homeschooling varia de estado para estado, mas a prática é legal em todo o país, embora sujeita a exigências diferentes conforme a legislação local.
Já no Brasil, o ensino domiciliar ainda não possui regulamentação federal. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a modalidade depende de lei específica aprovada pelo Congresso Nacional para ser autorizada.
Atualmente, a matrícula de crianças e adolescentes em instituições de ensino continua sendo obrigatória, e casos de famílias que adotam exclusivamente o homeschooling podem resultar em medidas judiciais. Recentemente, um casal foi preso no Brasil em um caso relacionado ao descumprimento das normas educacionais envolvendo ensino domiciliar. Veja abaixo!
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