
O chefe da força-tarefa da Casa Branca junto à Fifa, Andrew Giuliani, afirmou nesta sexta-feira (17) que a seleção argentina tinha o direito de exibir a faixa com a frase “As Malvinas são Argentinas” após a semifinal da Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos.
A declaração foi dada em meio à repercussão internacional provocada pela manifestação dos jogadores argentinos, que levantaram a faixa no gramado logo após a vitória sobre a Inglaterra. O gesto reacendeu a disputa diplomática em torno das Ilhas Malvinas, território administrado pelo Reino Unido e reivindicado pela Argentina.
Em entrevista à imprensa local, Giuliani destacou que o ato dos atletas está amparado pela legislação norte-americana sobre liberdade de expressão.
“Acreditamos nos nossos direitos da Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, acrescentando que os jogadores argentinos só puderam realizar esse tipo de manifestação política porque a competição acontece em território americano.
A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, em vigor desde 1791, assegura aos cidadãos direitos como liberdade de expressão, de imprensa, de religião, de reunião pacífica e de apresentar petições ao governo.
Apesar de defender o direito dos atletas de se manifestarem, Giuliani afirmou que considera legítimos os pedidos para que a Fifa analise o episódio. Segundo ele, a entidade máxima do futebol pode avaliar se houve eventual violação de suas normas em relação a manifestações políticas durante a competição.
A polêmica ganhou força na quinta-feira (16), quando o governo das Ilhas Malvinas divulgou uma nota condenando a atitude da seleção argentina.
No comunicado, as autoridades do arquipélago criticaram a exibição da faixa e solicitaram que a Fifa adote medidas disciplinares contra a equipe argentina.
A manifestação dos jogadores também gerou repercussão dentro da própria Argentina, após o presidente Javier Milei criticar o uso de mensagens consideradas nacionalistas, dando início a um debate político que envolveu integrantes do governo e o capitão da seleção, Lionel Messi. E mais: SP desenvolve ‘limão caviar’; preço chega a R$ 1,2 mil o quilo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
