A defesa de Fabio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, estuda adotar medidas para impedir que a investigação da Operação Sem Desconto seja prolongada por tempo indeterminado. A informação foi confirmada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que voltou a defender o encerramento do inquérito por entender que não existem provas suficientes para justificar sua continuidade.

Em entrevista à *Gazeta do Povo*, Carvalho afirmou que a quebra dos sigilos de seu cliente não produziu elementos que sustentassem a investigação e classificou o resultado da medida como favorável à defesa.

“Uma pessoa não pode ficar nesta situação de um inquérito eterno, não há nada contra ele (Lulinha) que tenha servido para embasar sequer um depoimento na Polícia Federal”, declarou.

Segundo o advogado, desde a autorização para a quebra de sigilo, a defesa passou a sustentar que não existe justa causa para manter a investigação em andamento e, por isso, considera que o arquivamento seria a medida adequada.

A Polícia Federal apura possíveis vínculos entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Entre os fatos investigados está o pagamento, pelo lobista, das despesas de uma viagem realizada por Fabio Luís da Silva a Portugal.

Na última semana, a PF informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que as investigações poderão sofrer novo atraso devido à insuficiência de pessoal disponível para atuar no inquérito.

De acordo com as informações apresentadas, cerca de dez servidores estariam atualmente dedicados às apurações, enquanto a corporação estima que seriam necessários aproximadamente quarenta policiais para atender ao ritmo considerado ideal para o cumprimento das diligências.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, rejeitou qualquer suspeita de interferência política na condução do caso. Segundo ele, a própria decisão de quebrar os sigilos de Lulinha demonstra que a instituição atua de forma imparcial e sem favorecimentos.

“(Lulinha) é uma pessoa que teve os sigilos quebrados, o que corrobora e ratifica o que eu estou dizendo sobre a isenção e imparcialidade da instituição, que não protege e que não persegue ninguém”, afirmou Andrei Rodrigues na última sexta-feira.

Marco Aurélio de Carvalho também informou que a defesa considera a possibilidade de solicitar uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal para discutir o andamento da investigação.

Segundo ele, o encontro poderá ocorrer ao lado do advogado Guilherme Suguimori, ocasião em que pretendem apresentar os argumentos que, na avaliação da defesa, justificariam o arquivamento do inquérito. E mais: Lula recebe MST para discutir ajuda à Venezuela. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Gazeta do Povo)

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