
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a direcionar críticas ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), seu provável adversário na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o chefe do Executivo paulista atribuiu ao petista a saída de empresas brasileiras para o Paraguai e fez ironias sobre sua passagem pelo Ministério da Fazenda.
Ao comentar a atuação de Haddad no governo federal, Tarcísio declarou que o petista foi o “melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”, argumentando que a política tributária adotada durante sua gestão teria incentivado empresas a transferirem operações para o país vizinho.
“Ele [Haddad] se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque todas as empresas do Brasil foram para lá. Depois de garantir ao Brasil a maior carga tributária de sua história, depois de deixar um rastro de empresas endividadas, as pessoas inadimplentes, um recorde de recuperação judicial, um aumento de sete pontos na relação dívida x PIB, um rombo nas contas públicas. Então, depois desse fracasso retumbante no ministério da Fazenda, eu vou reencontrá-lo”, afirmou Tarcísio.
O governador também acusou Haddad de concentrar esforços em ataques pessoais nas redes sociais e cobrou a apresentação de propostas para o Estado de São Paulo. “Ele deveria apresentar um projeto para São Paulo. Quer ser governador de São Paulo? Então, apresente um projeto”, disse. Em seguida, fez referência a uma música da dupla Leandro e Leonardo: “Pense em mim, chore por mim/ Liga pra mim, não, não liga pra ele.”
Durante a conversa, Tarcísio procurou se distanciar das investigações relacionadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O tema ganhou repercussão após apurações da Polícia Federal apontarem investimentos bilionários do Rioprevidência, fundo responsável pelos benefícios de aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, em títulos da instituição financeira.
As investigações também identificaram uma relação próxima entre Vorcaro e o governador fluminense Cláudio Castro (PL). Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que ambos participaram de encontros em Nova York, incluindo eventos de alto padrão custeados pelo empresário.
Ao abordar o assunto, Tarcísio destacou diferenças entre sua administração e os casos investigados. Segundo ele, a composição do governo paulista não sofre influência de partidos ou parlamentares.
“Veja aqui em São Paulo. Quantas secretarias foram indicadas pelo Parlamento ou por partido político? Nenhuma. Quantos reguladores foram indicados por parlamentares, pelo partido? Ninguém. Então eu vou fazer política de outra forma”, afirmou Tarcísio. “É uma questão de mudança de cultura, nós conseguimos fazer essa mudança de cultura.”
O governador também garantiu que nunca teve reuniões com Vorcaro e negou qualquer investimento de fundos estaduais em produtos financeiros do Banco Master.
“Sabe quantas vezes teve reunião aqui em São Paulo com Vorcaro? Nenhuma. Qual foi o investimento que o fundo de pensão em São Paulo fez em CDBs do Master? Zero. Nenhum. A gente está absolutamente tranquilo em relação a isso e isso não tem preço.”
Na entrevista, Tarcísio ainda reiterou seu apoio à eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Além disso, manifestou concordância com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
“Cada país tem a liberdade de fazer a sua classificação”, disse o governador. “Eu entendo que isso é positivo porque, no final das contas, cria um braço de cooperação para que a gente possa trabalhar melhor essa questão do crime organizado.”. E mais: A ‘bomba fiscal’ silenciosa que Lula deixa para 2027. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação)
