
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, voltou a procurar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) em uma tentativa de construir uma aliança para as eleições de 2026 em Minas Gerais. O encontro ocorreu na noite de sábado (30), poucas horas depois de o partido decidir intensificar as discussões sobre uma candidatura própria ao governo estadual.
Segundo informações apuradas pelo portal ‘O Tempo’, Edinho esteve no apartamento de Kalil, na região Centro-Sul da capital, para uma conversa reservada. O encontro ocorreu meses após um primeiro jantar entre os dois, realizado no fim de 2025, quando o cenário eleitoral do estado também esteve em pauta.
Durante a reunião, o dirigente petista buscou avaliar a possibilidade de o ex-prefeito reeditar a aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetindo a parceria política estabelecida na eleição de 2022.
Apesar da nova investida, interlocutores relatam que Kalil manteve a posição já manifestada anteriormente. O ex-prefeito teria reafirmado que, neste momento, não pretende construir uma aliança eleitoral com o PT e que segue trabalhando em um projeto político alinhado ao centro.
Por meio de sua assessoria, Kalil afirmou que a conversa não alterou seu posicionamento. “Nada mudou”, informou sua equipe ao comentar a reunião.
O pedetista também vem dialogando com outras forças políticas para ampliar sua base de apoio. Entre elas está o PSDB, partido que discute uma eventual composição para a disputa estadual. Nos bastidores, tucanos têm sinalizado que uma das condições para a aliança seria a ausência de Kalil em um eventual palanque do presidente Lula durante a campanha.
A movimentação de Edinho ocorre em um momento de redefinição da estratégia petista em Minas Gerais. Após o senador Rodrigo Pacheco desistir da possibilidade de disputar o governo estadual, o partido passou a discutir com mais intensidade a construção de uma candidatura própria para o Palácio Tiradentes.
A decisão foi consolidada após reuniões da direção estadual e de lideranças nacionais da legenda. O objetivo é iniciar imediatamente as articulações internas para definir um nome capaz de representar o partido na disputa.
Em documento elaborado após os encontros, dirigentes defenderam que o PT mineiro possui quadros qualificados suficientes para liderar um projeto eleitoral sem depender de candidatos externos.
Entre os nomes analisados internamente, chegou a ser cogitada a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, atualmente pré-candidata ao Senado. No entanto, a possibilidade perdeu força após resistência da própria dirigente em alterar seus planos eleitorais.
Outro nome mencionado nos debates foi o do deputado federal Reginaldo Lopes, que também não demonstra interesse em disputar o governo estadual.
Nos bastidores do partido, quem vem ganhando espaço é a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Regina Goulart. Filiada recentemente ao PT após encerrar sua gestão na universidade, ela é vista por setores da legenda como uma alternativa viável para representar o partido na eleição de 2026, apesar de nunca ter disputado um cargo eletivo.
Com a indefinição sobre alianças e candidaturas, o cenário para a sucessão estadual em Minas Gerais segue aberto, enquanto partidos aceleram as negociações para a formação de chapas e coligações. E mais: Morre, aos 108 anos, um dos últimos combatentes brasileiros da II Guerra. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; divulgação)
